Tabaco: Um agronegócio sustentável

Tabaco: um agronegócio sustentável

 

O produto é o segundo na pauta de exportações do agronegócio brasileiro

O Brasil é o segundo maior produtor mundial de tabaco e líder em exportações. Hoje em dia a cultura está presente em 704 municípios do Sul do país, envolve mais de 187 mil famílias de agricultores, 742 mil pessoas no meio rural e dá origem a 30 mil empregos diretos nas indústrias de beneficiamento. De acordo com dados da Safra 2010/2011, os 373 mil hectares plantados resultaram em 833 mil toneladas do produto – deste volume, 52% foram produzidos no Rio Grande do Sul, 30% em Santa Catarina e 18% no Paraná. Segundo a Afubra – Associação dos Fumicultores do Brasil, a produção do tabaco gerou uma receita de R$ 4,1 bilhões aos produtores.

Para representar os interesses comuns das indústrias de tabaco, foi fundado em 1947, em Santa Cruz do Sul (RS), o Sindicato da Indústria do Fumo (atual SindiTabaco), uma entidade representativa do agronegócio do tabaco perante as esferas federal, estadual, municipal, judicial e internacional. Sua principal função é garantir a sustentabilidade do setor. Além disso, atua em negociações e acordos com representantes dos trabalhadores das indústrias de tabaco dos Estados sulistas.

A entidade congrega 16 empresas associadas: Alliance One Brasil Exportadora de Tabacos Ltda., ATC – Associated Tobacco Company (Brasil) Ltda., Brasfumo Indústria Brasileira de Fumos S/A, CTA – Continental Tobaccos Alliance S.A., Industrial Boettcher de Tabacos Ltda., Intab – Indústria de Tabacos e Agropecuária Ltda., JTI Kannenberg Comércio de Tabacos do Brasil Ltda., JTI Processadora de Tabaco do Brasil Ltda., Philip Morris Brasil Indústria e Comércio Ltda., Premium Tabacos do Brasil Ltda., Souza Cruz S.A., Sul América Tabacos Ltda., Tabacos Marasca Ltda., Unifumo Brasil Ltda., Universal Leaf Tabacos Ltda. e Valesul Brasil Tabacos Ltda.

Perfil do Produtor – O cultivo de tabaco no Brasil tem como base as pequenas propriedades, em média com 16,4 hectares, sendo que destes, apenas 16% são dedicados à produção. Apesar da pequena lavoura plantada, o cultivo representa 56% da renda familiar dos agricultores (dados da Associação dos Fumicultores do Brasil – Afubra). A área restante é reservada para atividades de subsistência, criações de animais, pastagens, açudes e florestas.

Ciente desse perfil, há décadas as indústrias de beneficiamento de tabaco incentivam os produtores a diversificar suas atividades, justamente para que não dependam exclusivamente de uma cultura. Por meio de atividades paralelas, os agricultores reduzem seus custos com a alimentação da família e de animais criados na propriedade, e aumentam a renda com a comercialização de excedentes de produção. É uma forma de melhorar a qualidade de vida das famílias, e contribuir para que permaneçam no meio rural, reduzindo as chances de êxodo para os centros urbanos.

Sistema Integrado de Produção
Há mais de 90 anos, o Sistema Integrado de Produção de Tabaco (SIPT), estabelecido entre produtores e empresas beneficiadoras, é a base de fortalecimento desta cultura no país. Inclusive, tem sido exemplo para outras culturas e para outros países. O sucesso do sistema resultou nos números significativos apresentados pelo setor: 70 mil famílias de pequenos produtores rurais foram incorporadas pela atividade nos últimos 20 anos e, atualmente, fazem parte de um grupo de 187 mil.

As vantagens para os agricultores integrados são inúmeras e vão desde a garantia de venda de toda a produção contratada, assistência técnica e financeira, até a organização do transporte do fumo da propriedade à empresa. Já para as empresas, os benefícios são o planejamento adequado dos volumes de acordo com as necessidades e perspectivas de mercado, a manutenção da qualidade e integridade do produto. Os itens mais significativos do SIPT são os seguintes:

Planejamento de Safras –
as empresas definem o volume a ser produzido de acordo com sua capacidade de processamento e perspectivas de venda, fundamentadas na análise dos mercados doméstico e internacional. Posteriormente, empresa e produtor firmam um contrato de compra e venda de tabaco em folha para a próxima safra.

Garantia da compra total da safra contratada -
As empresas assumem o compromisso de adquirir toda a produção contratada e atualizada junto aos produtores integrados. Também coordenam e custeiam o transporte da produção até as usinas de beneficiamento.

Levantamento de custos e negociação de preço - O levantamento dos custos de produção é realizado pelas empresas e entidades representativas dos produtores. Por sua vez, o preço é negociado diretamente entre empresas e representação dos produtores.

Assistência técnica e financeira – As indústrias pesquisam constantemente variedades, melhores práticas culturais e insumos a serem utilizados na produção. Isto serve de base para a assistência técnica prestada aos produtores durante todas as fases da cultura. As empresas facilitam também, o acesso do produtor aos financiamentos de crédito rural junto aos bancos, bem como avalizam as operações.

Uso de insumos de alta qualidade – As sementes usadas são registradas e certificadas, além de aprovadas pelos clientes. Os fertilizantes têm formulas testadas e níveis de nutrientes adequados para a cultura do tabaco. Já os agrotóxicos também são aprovados pelos clientes e registrados pelo Ministério da Agricultura.

Meio Ambiente

Ao longo dos anos, as indústrias de beneficiamento de tabaco têm investido fortemente em práticas e projetos que objetivam a preservação do meio ambiente e a segurança dos produtores. São uma constante, ainda, a pesquisa e o desenvolvimento de tecnologias seguras e eficazes que tencionam a diminuição gradual do uso de produtos químicos, principalmente agrotóxicos. Apenas 1,1 quilo de ingrediente ativo é utilizado por hectare. Este volume coloca a lavoura de tabaco brasileira como a cultura de interesse econômico que menos utiliza agrotóxico.

O setor também é atuante quando se trata de recipientes vazios deste produto. No Rio Grande do Sul e Santa Catarina, as empresas mantêm o Programa de Recebimento de Embalagens Vazias de Agrotóxicos, que percorre os Estados, coletando embalagens tríplices lavadas em mais de 2.300 localidades da zona rural dos municípios produtores de tabaco. No Paraná, iniciativas semelhantes são apoiadas pela indústria local. Também são iniciativas permanentes das empresas junto aos produtores integrados, os programas de análises de resíduos químicos e orientações em relação ao manuseio, uso correto e armazenagem dos agrotóxicos, o manejo e conservação do solo e dos recursos hídricos e, ainda, o permanente incentivo ao reflorestamento e à preservação ambiental. Em 2011, um diálogo inédito resultou em acordos para a preservação da Mata Atlântica em parceria com o Ibama e o Ministério do Meio Ambiente.

Responsabilidade social
O Programa Crescer Legal, ação conjunta entre SindiTabaco, empresas associadas e a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), tem o objetivo de prevenir e combater o trabalho de crianças e adolescentes na cultura do tabaco, por meio da conscientização dos produtores integrados e da sociedade, bem como do incentivo à educação dos filhos dos produtores e à qualificação do jovem rural com projetos sociais no âmbito da educação e do lazer. O programa Crescer Legal vem com a missão de contribuir com o cumprimento da legislação brasileira, buscando ser referência, de forma sustentável, na prevenção e combate ao trabalho de crianças e adolescentes na cultura de tabaco. Além disso, é reflexo de um compromisso firmado em 1998, quando foi lançado o programa “O Futuro é Agora!”, pioneiro no setor.

Contato com a imprensa:

Andreoli MSL Brasil
Eliana Stülp – eliana.stulp@br.mslworldwide.com – (51) 3713-1777 / (51) 9708-5539
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