Sinditabaco News – Abril/Maio/Junho 2013

Recorde de exportações em 2012 consolida o tabaco como vetor da economia

Embarques para mais de 100 países resultaram em US$ 3,26 bilhões em divisas

Enquanto a maioria dos setores produtivos teve um resultado negativo em suas negociações internacionais em 2012, o tabaco brasileiro foi na contramão desse diagnóstico: foram embarcadas 638 mil toneladas, com geração de US$ 3,26 bilhões em divisas, US$ 3,21 bilhões faturados pela Região Sul. Com esse desempenho, o setor segue na liderança do ranking mundial de exportações da folha processada pelo 20º ano consecutivo.

O expressivo crescimento consolida também a posição do produto como vetor fundamental na economia. “O resultado das exportações ultrapassou as expectativas”, avalia Iro Schünke, presidente do SindiTabaco.[/column]

Relevância estampada em números:dos 15 principais produtos exportados pelo Rio Grande do Sul, apenas o tabaco apresentou crescimento. Foram exportados US$ 2,24 bilhões em divisas, 18% a mais que em 2011, cifras que garantiram a posição de 1º produto na pauta exportadora do Estado, representando 12,9% do total das vendas gaúchas ao exterior. Na lista dos embarques made in Brazil é o 15º, com 1,34% de participação na balança comercial.

O tabaco cultivado em cerca de 327 mil hectares de 656 municípios da Região Sul – responsável por 96% da produção brasileira – já ganhou o mundo. No ranking dos compradores internacionais, a China liderou as aquisições de tabaco brasileiro, respondendo por US$ 478 milhões do faturamento.

Mercados do tabaco brasileiro

Tradição e renda têm definido a cultura do tabaco no Sul do País. Em 2012, o Brasil se consolidou pelo 20º ano consecutivo como o maior exportador de tabaco do mercado mundial, na frente de países como a Índia, os EUA e o Malawi, grandes concorrentes do produto em folha.

Em 2012 o setor gerou US$ 3,26 bilhões em divisas – recorde brasileiro –, movimentou R$ 4,6 bilhões de renda no campo e contribuiu com R$ 10,5 bilhões de impostos aos cofres públicos. Estes números expressam a importância econômica e social gerada pela exportação de folhas de tabaco, procuradas por cem países no último ano.

Esta cadeia produtiva que funciona (e impressiona) continua preocupada com a Resolução da Diretoria Colegiada nº 14, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (RDC 14/ANVISA). Se for implementada, trará prejuízos significativos para o setor.

Por outro lado, neste trimestre iniciamos o 5º Ciclo de Conscientização sobre saúde e segurança do produtor e proteção da criança e do adolescente e daremos continuidade ao Programa de Recebimento de Embalagens Vazias de Agrotóxicos, ações que tem contribuído para a conscientização social e ambiental no campo. Assim
como em outros anos, temos certeza que serão um grande sucesso e contribuirão para um objetivo maior: manter a liderança brasileira no ranking mundial de exportação de tabaco.

Este espaço é dedicado aos produtores que fazem parte do SIPT
(Sistema Integrado de Produção de Tabaco) em todas as regiões do Sul do País.

Na propriedade de 21 hectares de Astor Rene Lütke, na localidade de Ferraz, município de Vera Cruz (RS), o tabaco plantado em nove hectares divide espaço com outras culturas, mas é a principal fonte de renda da família. “A rotação da lavoura é com o milho, usado para alimentar os animais. Plantei tabaco a minha vida inteira, todo o meu conhecimento, capacitação e estrutura é voltada para essa produção”, afirmou Lütke, de 48 anos.

Filho de plantador de tabaco – desde pequeno acompanhava o pai na lida em Candelária – Lütke poderia ser mais um nas estatísticas de êxodo rural. Completou o ensino médio, foi para o quartel e decidiu voltar às origens. Aos 19 anos, casou com Ivani – o casal tem duas filhas – e foi para o interior de Vera Cruz, onde começou o seu investimento.

Desde então, repete o processo produtivo, da formação de mudas até a montagem dos fardos. Com o tabaco estocado nos paiois – a projeção é que sejam vendidas cerca de 25,5 toneladas, 13% a mais que em 2012 –, Lütke retoma o calendário de plantio em julho, época de semear os canteiros de mudas para a nova safra.

A PROPRIEDADE

  • 21 hectares (total da propriedade)
  • 9 hectares de tabaco Virgínia
  • 3 hectares de mata nativa
  • ½ hectare de área de reflorestamento com eucalipto
  • 6 estufas
  • 1 trator e 1 reboque
  • 18 cabeças de gado
  • 5 hectares de pastagem

Competitividade é peça chave para reencontrar o caminho de crescimento

As projeções para as economias do Estado e do Brasil em 2013 são positivas. Considerando que as expectativas são mais otimistas e que haverá um processo de recuperação gradual o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul, Heitor José Müller, acredita na volta da competitividade, que, segundo ele, é a peça chave para que a indústria reencontre um caminho de crescimento sólido.

A retomada da economia e das exportações deve acontecer em 2013?
Esperamos que a expansão no Brasil neste ano seja de 3,3%, o que não é um resultado extraordinário, dado que a base de comparação foi bastante deprimida, uma vez que em 2012 o crescimento deve ficar em torno de 0,9%. O mesmo vale para o Rio Grande do Sul, que depois de apresentar retração de 2,3% em 2012 deve crescer 5,1% em 2013.
A perspectiva é de que as exportações da indústria gaúcha cresçam aproximadamente 7% em 2013, ao contrário do verificado em 2012 (queda de 7,4%). Quanto ao câmbio, a perspectiva é de manutenção do patamar atual, próximo a R$ 2, ao longo do ano. O setor do tabaco apresentou aumento de 18% nos embarques em 2012.

Como o senhor avalia esse desempenho?
O expressivo crescimento das exportações do segmento de tabaco em 2012, na contramão do resultado verificado para o restante do segmento industrial (queda de 10,5% ante 2011), se deveu às condições climáticas favoráveis para a produção de tabaco de qualidade. O setor respondeu por 12,9% da pauta total de exportação do nosso Estado.

De que forma a FIERGS vem atuando para apoiar o setor?
A FIERGS tem canalizado as demandas do setor do tabaco por meio do Conselho de Relações Internacionais
e Comércio Exterior, o Concex, fórum este que o SindiTabaco é membro atuante, por meio do seu presidente Iro Schünke e do executivo Carlos Sehn. Dentro das pautas que a FIERGS tem defendido pelo setor estão a desvalorização cambial, o ressarcimento dos créditos tributários e a inclusão do setor nos programas de desoneração tributária, além de outros pleitos estratégicos. Adicionalmente, por meio do Grupo Técnico de Negociações Internacionais, tem auxiliado fortemente o setor na articulação com a CNI, Coalizão empresarial Brasileira e o Itamaraty para valorizar a posição do segmento junto às negociações comerciais com a União Europeia e com outros países.

O senhor acredita que a competitividade é a chave que recoloca a indústria no rumo?
Sem dúvida, a competitividade é a peça chave para que a indústria reencontre um caminho de crescimento sólido. O problema no Brasil é que muito da competitividade é perdida fora dos portões das fábricas. Nesse sentido, as reformas econômicas são essenciais para gerar ganhos de eficiência. Melhorar os investimentos em educação, reduzir a carga tributária e melhorar as condições de logística são fundamentais para que o setor produtivo consiga se reestabelecer frente aos concorrentes internacionais.

Consciência no campo
Os próximos meses serão de trabalho intenso no campo. O 5º Ciclo de Conscientização sobre saúde e segurança do produtor e proteção da criança e do adolescente, promovido pelo SindiTabaco, empresas associadas e a Afubra (Associação dos Fumicultores do Brasil), inicia as atividades em junho, no município de Ituporanga, no Alto Vale catarinense.

A programação segue para o oeste de Santa Catarina, no município de Palmitos, e de lá vai para o estado gaúcho, percorrendo municípios da região central (Santa Cruz do Sul), serrana (Arroio do Tigre) e do sul (Dom Feliciano). No Paraná, as atividades acontecem no sul e centro sul do Estado, nas cidades de São Mateus do Sul e Piên.

O 5º Ciclo de Conscientização atende aos acordos firmados perante o MPT-RS e MPT-Brasília e faz parte do programa Crescer Legal, que tem o objetivo de prevenir e combater o trabalho de crianças e adolescentes na cultura do tabaco, por meio da conscientização dos produtores integrados e da sociedade, bem como de projetos sociais no âmbito da educação e do lazer. As edições anteriores já reuniram mais de 7 mil pessoas em 19 municípios da Região Sul do Brasil.

CALENDÁRIO
JUNHO Ituporanga – SC
Palmitos – SC
JULHO Santa Cruz do Sul – RS
Arroio do Tigre – RS
Dom Feliciano – RS
AGOSTO São Mateus do Sul – PR
Piên – PR

Sucessão rural e educação


A temática da sucessão rural traz à tona a preocupante evasão dos jovens do campo em busca de outras oportunidades e desafios, longe de suas origens. Dados do último Censo Agropecuário de 2006 (IBGE), no Rio Grande do Sul, apontam que o número de estabelecimentos rurais de base familiar é de 378.546 (85,7%) e estes produzem as matérias-primas mais importantes da agroindústria gaúcha.

A soma, entretanto, dos jovens rurais com idade entre 15 e 24 anos é de 259.664. Considerando uma hipotética distribuição destes jovens, um por propriedade, 118.336 estabelecimentos ficariam sem sucessão, totalizando 31,3% dos estabelecimentos da Agricultura Familiar. Neste cenário, dentre as inúmeras alternativas capazes de atacar esta catástrofe anunciada, a que pode apresentar mais êxito é a educação.
Porém, o desafio está justamente no significado que a escola tem para os jovens do campo, que valores e sobre que realidade esta escola trabalha. Não se pode mais admitir uma escola que desvincule o jovem do
espaço onde vive, haja vista que a decisão sobre a continuidade do jovem na agricultura também depende da família.

Como experiência concreta de que a educação pode gerar transformação e contribuir para mudar esta realidade, temos a Escola Família Agrícola de Santa Cruz do Sul – EFASC que, por meio da Pedagogia da Alternância, chama os pais para discutir a formação de seus filhos e a gestão da escola. Agregando cerca de vinte parceiros públicos e privados, dentre eles o SindiTabaco, por meio do Programa Crescer Legal, a EFASC busca desenvolver uma formação contextualizada e apropriada aos interesses dos Agricultores Familiares, atingindo índices de 70% de permanência dos jovens egressos no campo. É uma prova de que a educação pode ser transformadora dessa realidade.

Adair Pozzebon, secretário executivo AGEFA – Associação Gaúcha Pró Escolas Famílias Agrícolas. Pós-graduado em Formação Pedagógica na Educação Profissional (FEEVALE) e mestrando em Desenvolvimento Rural (UFRGS).

DIVERSIFICAÇÃO

Com o objetivo de oferecer uma alternativa de geração de renda para o produtor de tabaco, a Philip Morris Brasil (PMB) lançou um projeto de plantio de florestas de eucalipto destinadas à produção de madeira para fins comerciais, tais como móveis e construção civil. Para auxiliar o produtor que optou por esta alternativa, a PMB desenvolveu uma cartilha com os principais procedimentos técnicos recomendados. A equipe de campo da empresa também recebeu treinamento técnico e cerca de 2,3 milhões de mudas já foram
distribuídas pelo projeto.

MILHO E FEIJÃO

O Programa Milho & Feijão Após a Colheita do Tabaco, desenvolvido pela Souza Cruz há 28 anos, foi lançado oficialmente na Região Sul do País. Os eventos ocorreram em propriedades agrícolas de produtores integrados à empresa, nos municípios de Piên (PR), Canguçu (RS) e São Miguel D’Oeste (SC). Criado com o objetivo de diversificar a propriedade, aumentar a renda do produtor e contribuir para a preservação do meio ambiente, o programa tem o apoio dos governos e de diversas entidades ligadas à agricultura.

RENOVAÇÃO

Entre maio e agosto, 1,3 mil orientadores das empresas associadas ao SindiTabaco terão encontros com o presidente da entidade, Iro Schünke. Ao todo, serão 11 apresentações do executivo, em diferentes áreas de produção, abrangendo municípios do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Em 2012, o SindiTabaco realizou treinamento inédito para o combate ao trabalho infantil no meio rural. Neste ano, o objetivo dos encontros será o de reforçar esta mensagem, além de contextualizar a produção de tabaco no Brasil e em outros países.

NOVO HORIZONTE

A Tabacos Novo Horizonte (TNH) iniciou, em março, suas operações em Venâncio Aires (RS). De acordo com o diretor-presidente da TNH, Erni Edgar Dockhorn, do volume produzido pela TNH, 100% devem ser destinados ao mercado externo. Além da nova unidade, a empresa vai manter as operações existentes em Santa Cruz do Sul, onde emprega cerca de 450 colaboradores. A estrutura em Venâncio Aires deve gerar mais de 400 empregos diretos, com a expectativa de processamento de 19 mil toneladas de tabaco cru.

12 anos do Programa de Recebimento de Embalagens
O trabalho de conscientização dos produtores de tabaco sobre a devolução de recipientes vazios de agrotóxicos tem avançado. Grau de maturidade que ganha dimensões numéricas.

Desde a implantação do Programa de Recebimento de Embalagens Vazias de Agrotóxicos, há 12 anos, foram recolhidas 9,1 milhões de embalagens na Região Sul. Neste trimestre está percorrendo municípios do Litoral Sul, Alto Vale e Centro Norte de Santa Catarina.

O programa itinerante é uma iniciativa do SindiTabaco e empresas associadas, com o apoio da Afubra (Associação dos Fumicultores do Brasil), e percorre mais de 570 municípios e 2,6 mil localidades do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. No Paraná, centrais locais, apoiadas por empresas associadas ao SindiTabaco, realizam o trabalho.

Carlos Sehn, coordenador do programa, lembra que a entidade se antecipou à legislação de janeiro de 2002, que tornou a devolução obrigatória. “Em 2000 criamos este projeto, pioneiro no agronegócio”, observou.

Clique aqui para saber as rotas, calendário de recolhimento, detalhamento de localidades, pontos de coleta, data e horário para os produtores levarem as embalagens tríplices lavadas e flexíveis, que serão destinadas a centrais credenciadas pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (Inpev) e depois recicladas.

As principais regiões produtoras de tabaco são destaque a cada edição da SindiTabaco News. A seguir, conheça um pouco mais sobre a cidade de Vale do Sol, situada no Rio Grande do Sul.

Se depender do nome do município, a cultura do tabaco sempre será de safra cheia em Vale do Sol, elemento fundamental para as plantas.

Encravada no Vale do Rio Pardo, a cidade de pouco mais de 11 mil habitantes tem no segmento o motor de sua economia. É a comercialização de mais de 14 mil toneladas desta folha que movimenta os mais de 400 estabelecimentos comerciais.

“O produto é a principal fonte de renda dos agricultores e de arrecadação”, contou o secretário de agricultura, Cerilo Melz. Atualmente, são plantados 6,3 mil hectares de tabaco em mais de 3 mil propriedades.

Entre os dez maiores produtores no País, a escala de importância do tabaco não é apenas econômica, mas social. “É um forte instrumento para se evitar o êxodo, provocado pela demanda de mão de obra na construção civil”, citou o secretário.

Para manter o jovem na zona rural, a prefeitura incentiva a formação e capacitação. “Ajudamos com os custos para irem na Escola Técnica de Santa Cruz do Sul e estamos elaborando a criação da primeira escola agrícola de Vale do Sol, que deve funcionar em 2014.”

  • Vale do Sol emancipou-se em 10 de novembro de 1991 e instalou-se como município em 1993.
  • Na época da emancipação, foi realizada eleição para escolher o nome da cidade. Venceu Vale do Sol.
  • Prefeito Clecio Halmenschlager, reeleito para a gestão 2013-2016
VALE DO SOL EM NÚMEROS

  • População (2011):
    11.108 habitantes, cerca de 9,8 mil residem na zona rural.
  • Área (2011):
    328,2 km²
  • PIB per capita (2010):
    R$ 15.438
  • Propriedades rurais com tabaco:
    3.016
  • Produção:
    14,2 mil toneladas de tabaco na safra 2011/2012

Fonte: Afubra/FEE/Prefeitura Municipal

RDC 14
Resolução da Diretoria Colegiada (RDC 14/2012) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), publicada em março de 2012, estabelece os limites máximos de alcatrão, nicotina e monóxido de carbono na corrente primária da fumaça dos cigarros e restringe o uso de aditivos em produtos derivados do tabaco comercializados no Brasil. Os prazos para adequação da indústria às novas regras são de 18 meses para os cigarros e 24 meses para os demais derivados do tabaco, como charutos e cigarrilhas.

  • 15 DE ABRIL
    Dia Nacional da Conservação do Solo
  • 28 DE ABRIL
    Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho
  • 25 DE MAIO
    - Dia da Indústria
    - 2º aniversário do Programa Crescer Legal
  • 27 DE MAIO
    Dia Nacional da Mata Atlântica
  • 5 DE JUNHO
    - 40ª Reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco
    - Dia do Meio Ambiente
  • 12 DE JUNHO
    Dia Mundial Contra o Trabalho infantil
  • 24 DE JUNHO
    66 anos do SindiTabaco
  • O SindiTabaco congrega 16 empresas associadas e atende demandas de todo o Brasil, com exceção dos Estados da Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo.

    A transparência e a visibilidade são estratégicas ao SindiTabaco, que enfatiza a importância social/ econômica do setor, seja na geração de empregos e tributos, como na relevância do tabaco na economia de municípios e Estados da Região Sul. Além disso, a Entidade incentiva a sustentabilidade, por meio da responsabilidade social e ambiental, que reitera o sentido da existência do Sindicato e de sua ampla atuação.

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