Sinditabaco News – Outubro/Novembro/Dezembro de 2016

As atenções se voltam à Índia

Chegou a hora de ir para a COP7 em defesa do tabaco brasileiro, produto que proporciona trabalho e renda a 576 mil pessoas no campo e gerou US$ 2,15 bilhões em divisas em 2015.

Na segunda semana de novembro, representantes da cadeia produtiva do tabaco estarão com as atenções voltadas às discussões realizadas na cidade de Noida, na Índia. O motivo é a realização da 7ª Conferência das Partes (COP7) da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT), cujas deliberações têm influência direta na produção de tabaco no Brasil e no mundo. A proximidade do evento traz apreensão, pois os debates das edições anteriores têm sido realizados a portas fechadas e a expectativa é de tratamento semelhante para aos representantes do setor, que irão à Índia, mas possivelmente serão impedidos de se manifestar.

Por isso, durante os últimos meses, as lideranças do setor têm trabalhado intensamente para mostrar aos representantes brasileiros na Convenção a importância social e econômica da cadeia que envolve 615 mil pessoas no ciclo produtivo no meio rural e gera mais de 40 mil empregos nas empresas. Alguns apoios foram conquistados. Além dos prefeitos e deputados federais e estaduais das regiões produtoras, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, saiu em defesa da continuidade da produção no Brasil.

Ao conhecer in loco os processos de cultivo e beneficiamento do tabaco, se disse positivamente surpreso com o que viu, pois a realidade é diferente dos argumentos das correntes antitabagistas. Outra manifestação favorável foi feita pelo ministro chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, que se comprometeu a levar o assunto ao presidente Michel Temer e reunir os ministros envolvidos com o tema para que seja definida uma posição clara sobre a posição brasileira na COP.

Entre os pontos a serem discutidos na Índia, um dos que mais preocupam o setor se refere à interferência da CQCT no comércio internacional de tabaco e em acordos bilaterais, questão levantada na COP6, realizada em 2014, na Rússia. A proposta causou polêmica e os conferencistas decidiram postergar os debates para a COP7.

 

 

2016 certamente entrará para os livros de História do Brasil. Para o nosso setor, o ano representou uma ruptura de comportamento. As definições políticas no País melhoraram a conduta do governo federal para com a cadeia produtiva do tabaco, importante segmento do agronegócio nacional. Essa mudança de postura ficou muito clara em audiência com o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, e na visita do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, ao Rio Grande do Sul poucas semanas depois de assumir a pasta, com a intenção de conhecer in loco o setor. Conheceu e se mostrou impressionado com o que viu.

A expectativa agora é com a posição que os representantes brasileiros levarão para a 7ª Conferência das Partes (COP7) da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT), que acontece entre os dias 7 e 12 de novembro, na Índia. Embarco nos primeiros dias de novembro com uma delegação não-oficial que tem como objetivo assegurar a fonte de renda de milhares de brasileiros, mesmo sem poder acessar a conferência, fato que continuamos a considerar incompreensível, para não dizer inadmissível.

Diferentemente da OMS, o SindiTabaco e suas empresas associadas podem afirmar que abriram portas neste último ano. Fomos instrumento de realização de um grande feito para os jovens rurais: o projeto-piloto do Programa de Aprendizagem Profissional Rural, do Instituto Crescer Legal, tem sido um sucesso e já demonstra bons resultados. Ao mesmo tempo nossas ações de preservação ambiental e voltadas à saúde e segurança do produtor continuam operantes e em constante renovação, palavra de define bem esse ano que termina. Boa leitura!

 

 


Este espaço é dedicado aos produtores que fazem parte do SIPT (Sistema Integrado de Produção de Tabaco) em todas as regiões do Sul do País.

Quitandinha-PR

Além da sustentabilidade econômica, a administração da propriedade dos irmãos André Felczak, de 23 anos, e Vitor, 19 anos, na localidade de Cerrinho, município paranaense de Quitandinha, é feita com vistas ao equilíbrio ambiental. No cultivo dos 110 mil pés de tabaco, as práticas conservacionistas estão presentes em 80% da lavoura. Na opinião dos irmãos, são várias as vantagens do plantio direto na palha. “Mantém umidade constante, evita erosões, diminui a quantidade de ervas daninhas, proporciona um tabaco mais limpo e dá produto de qualidade e peso”, explica André.

Os jovens produtores estão dando seguimento à atividade iniciada há 43 anos na família. As primeiras lavouras de tabaco foram cultivada pelo avô Victório Felczak e, posteriormente, pelo pai José João. Abertos a inovações, André e Vitor têm investido em melhorias na propriedade. As mais recentes são um pavilhão de 414 m², para abrigar maquinário e armazenar tabaco, e uma estufa modelo folha solta com motores de controle de ventilação, que economiza energia e lenha. “O controlador de temperatura e umidade é tecnologia de ponta. Conectado a um computador, permite monitoramento por tabelas”, conta André.

A PROPRIEDADE

  • 24 hectares de área própria
  • 6,2 hectares arrendados
  • 9,3 hectares de tabaco Virgínia
  • 3,1 hectares de mata nativa
  • 1,3 hectares de reflorestamento
  • 3 estufas, sendo uma equipada com moderna tecnologia
  • Trator e implementos agrícolas

 

Prof. Dr. Flavio Zambrone MD. PhD, médico com especialização em Toxicologia pela Universidade de Paris e doutor em medicina e especialista em Saúde Pública pela Unicamp.

Você chefiou a equipe responsável pela pesquisa que comprovou a eficácia da vestimenta de colheita na prevenção da Doença da Folha Verde do Tabaco. Quais foram as principais conclusões do estudo?

Eu fui o responsável pela equipe que realizou o estudo. O objetivo do trabalho foi a verificação da eficiência e eficácia da roupa de proteção a ser usada na colheita e manuseio das folhas verdes do tabaco. Os resultados que obtivemos foram extremamente positivos. A vesti-menta conferiu uma proteção de mais de 95% aos usuá-rios e se mostrou uma excelente ferramenta de proteção dos trabalhadores

Quais peças compõem a vestimenta de colheita? Os materiais usados permitem conforto térmico e liber-dade de movimentos aos trabalhadores?

Basicamente a roupa de proteção é composta por uma calça e uma camisa de manga longa, cujos materiais rece -beram tratamento especial, e luvas de nitrila. Os usuários relataram que, além de confortável, a vestimenta conferia proteção térmica e ambiental, sendo de fácil utilização.

Quais cuidados são necessários no uso e conservação da vestimenta para que a eficácia seja mantida?

Como toda vestimenta, a manutenção deve ser feita com a lavagem adequada. As peças não devem ser passadas a ferro. A eficácia se mantém enquanto for mantida a im -permeabilização dos locais que sofreram este tratamento.

A Doença da Folha Verde do Tabaco é ocasionada pelo contato das folhas úmidas com a pele do traba-lhador. Por que isso ocorre?

As folhas de tabaco úmidas em contato com a pele levam à absorção de nicotina, que é solúvel em água. Isto pode ocasionar, dependendo da quantidade absorvida, sinais e sintomas de excesso de nicotina no organismo.

Muitas pessoas ainda confundem a intoxicação por agrotóxicos com os sintomas da Doença da Folha Verde do Tabaco. Quais são as principais diferenças?

Existem inúmeros tipos de agrotóxicos e a exposição a cada um deles pode determinar um quadro clinico dife -rente. A Doença da Folha Verde do Tabaco apresenta um quadro com vários sinais e sintomas que podem estar pre-sentes em diversas situações. São os denominados sinais e sintomas gerais que podem aparecer em quadros de into -xicação. Daí a confusão. A história clínica e exames subsi -diários ajudam o médico a diferenciar os diversos quadros.

 

Avanços na Profissionalização do jovem rural

Com quatro turmas em atividade – nos municípios gaúchos de Candelária, Vera Cruz, Venâncio Aires e Vale do Sol – e uma em processo de implantação em Santa Cruz do Sul, o Programa de Aprendizagem Profissional Rural do Instituto Crescer Legal já está começando a mostrar resultados positivos. Os jovens de Candelária e Vera Cruz encerraram o primeiro eixo de conteúdos, direcionado ao estudo de propriedades rurais, com um seminário. O evento, realizado em agosto, teve bate-papo sobre protagonismo e juventude rural, apresentação dos resultados iniciais, peça teatral e palestra sobre os desafios da sucessão rural.

Os selecionados para frequentar o curso Empreendedorismo em Agricultura Polivalente – Gestão Rural são contratados como aprendizes pelas empresas de tabaco. Mas toda a carga horária teórica e prática em gestão é cumprida no curso, na propriedade e na comunidade no contraturno escolar. A iniciativa tem o objetivo de combater o trabalho infantil e oferecer profissionalização aos jovens rurais.

OS EIXOS DE ESTUDO

  • 1.Estudos e análises das propriedades rurais;
  • 2.Diagnóstico regional com estudos dos arranjos produtivos locais;
  • 3.Mapeamento de parcerias locais e alianças estratégicas;
  • 4.Desenvolvimento de trabalhos em grupo envolvendo as famílias e a comunidade;
  • 5.Estudos de viabilidade de desenvolvimento de um produto

Sim, nós podemos continuar!

ANELISE TORNQUIST, jovem aprendiz de Vera Cruz (RS).


A expectativa pelo início do curso era intensa, e continua sendo mesmo depois que o ponta pé inicial foi dado. O que aprenderíamos, quais eram os obstáculos que encontraríamos, quais seriam os colegas de trabalho, quem nós nos tornaríamos durante o período de formação e como vamos proceder depois que concluirmos. Agora mais do que nunca minha rotina é agitada, preciso conciliar escola e ambiente de trabalho, entre tanto a vida é assim, algumas vezes nos leva a reveses, mas nada que esforço e dedicação não resolvam. O projeto ofertado pelo Instituto Crescer Legal em parceria com as indústrias de tabaco, nos abre portas, oferece caminhos e principalmente, conhecimento. Hoje, sei o quanto a nossa propriedade produz, qual o seu valor e particularmente, a sua magnitude para a minha família.

É evidente que, como qualquer outro jovem, tenho a vontade e o desejo de cursar o ensino superior, carrego o espírito de coragem e vontade de desbravar o desconhecido. Tenho a perseverança, para um mundo novo, de oportunidades, como essa, que eu decidi me prender. Seja qual for o diálogo, ou com quem for, sempre digo que antes do curso, minha vontade era ir para a cidade, sair daqui “ser alguém” lá fora. Mas, atualmente sei que posso dar continuidade às culturas que aqui estão sendo desenvolvidas pelos meus pais, e me tornar “o alguém” que eu tanto almejo. Sei que posso viver aqui, e que a terra onde me criei e que tanto amo, pode ser a fonte de custeio dos meus desejos, dos meus sonhos, da minha felicidade e especialmente, a minha fonte de vida!

 

 

 

TABACO CERTIFICADO

Crescem as oportunidades no mercado internacional para produtos oriundos do Sistema de Produção Integrada. Desde 2014 produtores e empresas de tabaco podem aderir à certificação do produto, regido pela Instrução Normativa 27 (IN 27). A partir da certificação é possível comprovar a origem e os métodos empregados na geração dos produtos. Para a safra 2016/17, 537 produtores inscreveram-se para o programa de certificação do tabaco, o que representa um aumento de 340% com relação à safra anterior. A adesão é voluntária, caracterizando-se como um diferencial competitivo.

DIA DO PRODUTOR DE TABACO

A celebração do Dia do Produtor de Tabaco (28 de outubro) será antecipada em 2016. O SindiTabaco Bahia promoverá evento em homenagem aos produtores no dia 20 de outubro, em Cruz das Almas (BA). Em 2013, o encontro aconteceu em Santa Cruz do Sul (RS); em 2014 em Canoinhas(SC), e em 2015, em Rio Azul (PR). O tabaco tem sua maior produção no Sul do País, mas o Nordeste concentra 14 mil produtores, segundo a Afubra. No dia anterior, 19 de outubro, representantes da cadeia produtiva estarão reunidos para o último encontro da Câmara Setorial antes da COP7, da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco.

PROGRAMA DE RECEBIMENTO DE EMBALAGENS

Em 23 de outubro, o SindiTabaco comemora 16 anos promovendo o recolhimento das embalagens vazias de agrotóxicos. Atualmente, 563 municípios do Rio Grande do Sul e Santa Catarina são atendidos pela coleta itinerante que percorre 2,3 mil pontos na zona rural. O programa beneficia 130 mil produtores de tabaco, com comodidade e segurança na devolução dos recipientes tríplice lavados em pontos de coleta próximos de suas propriedades. No Paraná, os produtores são beneficiados por meio de iniciativas realizadas pelas centrais locais, com apoio das empresas associadas ao SindiTabaco.

CONSCIENTIZAÇÃO EM ALTA

O 8º Ciclo de Conscientização sobre saúde e segurança do produtor e proteção da criança e do adolescente encerrou as atividades com a participação de 2,6 mil pessoas. Desenvolvido pelo SindiTabaco, empresas associadas e Afubra, as atividades iniciaram em 2009. As oito edições já percorreram 51 municípios da Região Sul do Brasil e contabilizaram um saldo de 20,6 mil pessoas participantes, a maioria produtores de tabaco. Em 2016 os eventos foram realizados em Boqueirão do Leão e Jaguari, no Rio Grande do Sul; em Içara e Mafra, em Santa Catarina; e em Ipiranga e Quitandinha, no Paraná.

 

 

Conservação do solo aumenta nas lavouras de tabaco

Na última década, o uso de práticas conservacionistas de solo nas propriedades produtoras de tabaco aumentou em mais de 50%. O sistema convencional de cultivo, que em 2007 era realidade em 83% das propriedades, caiu para 32% em 2015. Atualmente, dos 154 mil produtores, mais de 68% já utilizam técnicas como plantio direto na palha e cultivo mínimo.

O abandono progressivo de lavrações e capinas e a migração para práticas mais avançadas, é resultado de investimentos das indústrias de tabaco em pesquisa e assistência técnica. Além disso, mesmo os produtores que continuam no sistema convencional adotam algum tipo de prática conservacionista, como o terraceamento, cultivos de cobertura e plantio em nível, que reduzem o potencial erosivo das chuvas.

 

 

As principais regiões produtoras de tabaco são destaque a cada edição da SindiTabaco News. A seguir, conheça um pouco mais sobrea cidade de Agudo, distante 250 quilômetros de Porto Alegre (RS).

No ranking de produção agrícola de Agudo, a cultura do tabaco está em primeiro lugar na arrecadação municipal, seguida pelo arroz e pelo leite. As propriedades se destacam pela diversificação, especialmente a fruticultura, a bovinocultura de leite e o reflorestamento.

Segundo dados da Emater/RS, o município possui 2.598 propriedades rurais, sendo que 73% delas apresentam até 20 hectares. Nesse contexto, o município tem 2.244 produtores de tabaco, com lavoura média de menos de 3 hectares. Olerícolas, carnes, mandioca, feijão, milho e reflorestamento estão entre outras atividades que ocupam as demais áreas das propriedades.

Conforme o secretário municipal de Administração, Alan Müller, na safra 2015/2016 foram plantados em torno de 5 mil hectares de tabaco, com produtividade esperada de 2.100 quilos por hectare, resultando numa produção de mais de 10 toneladas.

  • Emancipado em 16 de fevereiro de 1959;
  • O nome do município tem origem em um morro de 429 metros, chamado Morro Agudo;
  • A etnia predominante na população é a alemã

AGUDO EM NÚMEROS

Fonte: IBGE, Emater e Prefeitura

    • População (estimada 2015):17.120 habitantes
    • Área territorial: 536,114 km²
    • PIB per capita (2013):R$ 20.612,10
  • Produção de Tabaco (2014/2015): 8.424 toneladas
  • Produtores de Tabaco: 2.244

 

 


COP

A Conferência das Partes (COP) é um evento bienal de deliberação dos artigos da Con -venção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT) do qual participam os países que ratificaram o tratado, entre eles o Brasil. Durante as sessões da COP, as delegações dos Estados Partes discutem e aprovam di -retrizes para orientar os países na adoção de medidas nacionais.

PI TABACO

A Conferência das Partes (COP) é um evento bienal de deliberação dos artigos da Con -venção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT) do qual participam os países que ratificaram o tratado, entre eles o Brasil. Durante as sessões da COP, as delegações dos Estados Partes discutem e aprovam di -retrizes para orientar os países na adoção de medidas nacionais.

RASTREABILIDADE

Representa a possibilidade de o consumi -dor conhecer a origem dos produtos, tra -tamentos recebidos, insumos e as ações às quais foram expostos durante a sua produ -ção e distribuição.

  • 19 DE OUTUBRO
    Reunião da Câmara Setorial da Cadeia
    Produtiva do Tabaco, em Cruz das Almas (BA)
  • 20 DE OUTUBRO
    Comemorações alusivas ao Dia Nacional
    do Produtor de Tabaco, em Cruz das Almas (BA)

  • Reunião da Câmara Setorial da Cadeia
    Produtiva do Tabaco em Salvador (BA)

  • 23 DE OUTUBRO
    16º aniversário do Programa de
    Recebimento de Embalagens Vazias
    de Agrotóxicos
  • 28 DE OUTUBRO
    Dia Mundial do Produtor de Tabaco
  • 07 DE DEZEMBRO
    Reunião da Câmara Setorial da Cadeia
    Produtiva do Tabaco em Brasília (DF)

O SindiTabaco congrega 15 empresas associadas e atende demandas de todo o Brasil, com exceção dos Estados da Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo. A transparência e a visibilidade são estratégicas ao SindiTabaco, que enfatiza a importância social/ econômica do setor, seja na geração de empregos e tributos, como na relevância do tabaco na economia de municípios e Estados da Região Sul. Além disso, a Entidade incentiva a sustentabilidade, por meio da responsabilidade social e ambiental, que reitera o sentido da existência do Sindicato e de sua ampla atuação.

Conheça as Associadas

Esta é uma publicação trimestral do SindiTabaco (Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco),
dirigida a autoridades, consultores, produtores e lideranças empresariais e políticas.

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Coordenação editorial: ANDREOLI MSL BRASIL