Sinditabaco News – Julho/Agosto/Setembro de 2014

A saúde e a segurança do produtor de tabaco pautam as ações do SindiTabaco, que, safra por safra, reforça os cuidados e instruções sobre o uso correto de equipamentos de proteção. As boas práticas na lavoura ganham mais uma aliada: a nova cartilha sobre a doença da folha verde de tabaco ou GTS (Green Tobacco Sickness). Não se trata apenas de uma lista de recomendações, mas uma ação de conscientização, prevenindo a doença – provocada pela absorção da nicotina da planta pela pele quando as folhas estão molhadas – e orientando sobre a utilização da vestimenta adequada para evitar o problema.

Tema que será um dos pontos das discussões na 6ª Conferência das Partes (COP6) da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT), a doença da folha verde tem um diagnóstico recente, mas há alguns anos as empresas de tabaco disponibilizam o Kit de Vestimenta para Colheita e Manuseio do Tabaco Verde Úmido a preço de compra para todos os produtores integrados.

“Este kit teve sua eficiência avaliada e aprovada em testes realizados no Brasil, de acordo com normas internacionais. Entretanto, a conscientização é o nosso maior desafio e vai aumentado na medida em que os produtores ficam mais informados. Por isso a importância da cartilha, uma fonte esclarecedora e ferramenta adicional para a colheita segura”, diz o presidente do SindiTabaco, Iro Schünke, destacando ainda o importante trabalho dos orientadores agrícolas que, em 2014, receberão um treinamento específico sobre o assunto.

Recomendações de segurança

  • Evitar a colheita de folhas de tabaco molhadas – decorrentes de orvalho ou chuva;
  • Usar a Vestimenta para a Colheita sempre que houver a necessidade de manusear tabaco verde úmido, para evitar o contato da pele com as folhas
  • Colher o tabaco enxuto vestindo sempre: camisa de manga longa, calça, chapéu, calçados e luvas;
  • Além da colheita, em outras etapas como o desponte, recolhimento da lavoura e carregamento das estufas e galpões de cura, também é importante usar a Vestimenta.

Orientações no campo

Um intenso treinamento sobre a Doença da Folha Verde do Tabaco envolverá as equipes de campo das empresas associadas ao SindiTabaco. A programação acontece entre
julho e setembro e deverá reunir 1,3 mil profissionais para tratar do problema sob o ponto de vista clínico, bem como sob a ótica da conscientização, com orientações para a colheita segura. Os eventos serão realizados em oito regiões produtoras de tabaco da Região Sul do País e são uma continuidade ao processo de capacitação que vem sendo realizado desde 2012.

O segundo semestre inicia e com ele os preparativos para a 6ª Conferência das Partes (COP6) da Convenção-Quadro para o Controle de Tabaco (CQCT) se intensificam. Se a representação brasileira tomar como base o trabalho desenvolvido pelo setor na proteção da criança e do adolescente e na conscientização para a saúde e segurança do produtor, bem como o estímulo ao plantio de outras culturas e ao reflorestamento, poderá contribuir positivamente da discussão dos artigos 17 (diversificação) e 18 (proteção ao meio ambiente e à saúde das pessoas). Nossa preocupação, entretanto, é de que o viés das discussões mude, seguindo pelo caminho de restrições à produção, como já aconteceu durante a COP5, em 2012, na Coreia do Sul.

Antecipando-se às decisões da mesa internacional de negociações, que acontece em outubro, na Rússia, o setor se articula para defender o futuro de 160 mil produtores de tabaco e uma cadeia produtiva pujante. Uma carta-proposta, originada de audiências públicas nas cidades gaúchas de Canguçu e Rio Pardo, pede que representantes dos produtores integrem a Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro para Controle do Tabaco (CONICQ), única autorizada a participar da COP6. Outra reivindicação ao governo brasileiro é de que rejeite qualquer medida que promova o cerceamento, ou interfira na produção e na comercialização do tabaco.

Os representantes do Brasil na COP6 precisam estar cientes do que está em jogo. Não podemos permitir que a renda e o emprego gerados pelo tabaco no País sejam transferidos para concorrentes, caso da Argentina, dos Estados Unidos e de países africanos, como Zimbábue e Malaui, que sequer ratificaram a CQCT. Por ser o segundo maior produtor de tabaco em folha do mundo e o maior exportador, há mais de 20 anos – em 2013, as vendas externas geraram US$ 3,27 bilhões de divisas – o governo brasileiro precisa estar ainda mais atento, equilibrando o interesse econômico e social, à motivação inicial da CQCT, exclusivamente de saúde pública.

Este espaço é dedicado aos produtores que fazem parte do SIPT (Sistema Integrado de Produção de Tabaco) em todas as regiões do Sul do País.

A vida no campo vem passando por profundas mudanças. Não é apenas a tecnologia e a mecanização que atravessaram a porteira das propriedades, mas a conscientização sobre prevenção à saúde está cada vez mais despertada nos agricultores.

Realidade percebida pelo produtor Marcos Cesar Feder quando sai de casa em Linha Paleta, localizada na cidade de Arroio do Tigre, no interior do Rio Grande do Sul.

Enquanto muitos ainda resistiam em usar o Equipamento de Proteção Individual (EPI), há 20 anos a rotina de Feder já era colocar um macacão, luvas e máscaras antes de ir para a lavoura – seja de tabaco, milho, feijão, soja ou trigo, culturas que intercala na propriedade de 22 hectares.

“O EPI evoluiu notoriamente com o passar dos anos, mas o objetivo é o mesmo: proteger a vida, o bem mais valioso que temos”, diz.

Bom exemplo que continua sendo dado por ele, que, além de usar roupas de proteção como uma ferramenta aliada à saúde na hora de aplicar defensivos agrícolas e na colheita, ainda participa de cursos e palestras de atualização sobre o tema.

A PROPRIEDADE

  • 22 hectares (área total)
  • 2,3 hectares de tabaco Burley (rendem 4,8 mil quilos), espaço depois utilizado para o plantio de milho e feijão
  • 13 hectares de soja (cultivada no verão e que gera 600 sacos) e de trigo (cultivado no inverno, gerando 400 sacos)
  • 3 hectares de mata nativa
  • 3 hectares de área de eucaliptos (parte usada para lenha e outra vendida a madeireiras)
  • 3 galpões para cura/secagem do tabaco
  • 1 trator, reboque agrícola, e outros equipamentos e implementos agrícolas, como arado, grade, pulverizador

O sul-africano Francois Van der Merwe é o atual presidente da maior representação dos produtores de tabaco no mundo: a Associação Internacional dos Produtores de Tabaco (ITGA) e está atento à 6ª Conferência das Partes que será realizada em outubro, na Rússia.

Qual é a expectativa da ITGA no tocante à 6ª Conferência das Partes (COP6)?

O próximo ano será o 10º aniversário da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT). Por este motivo, a COP6 certamente irá aumentar a pressão sobre as Partes, em geral, a fim de acelerar a implementação das diretrizes. Esperamos que seis princípios orientem as políticas e as recomendações dos grupos de trabalho, a fim de que as propostas sejam sensatas e praticáveis: o sustento dos agricultores e de suas comunidades deve receber prioridade em qualquer política a ser desenvolvida; qualquer mudança para safras alternativas precisa estar baseada em evidência, além de ser praticável e alinhada à demanda do mercado; questões agrícolas mais amplas devem ser tratadas holisticamente e devem reconhecer as iniciativas em andamento; as políticas precisam ser relevantes localmente e construtivas – não políticas do tipo “tamanho único”; os produtores de tabaco têm conhecimento valoroso e experiência, e devem ter parte no desenvolvimento de políticas que os afetam; a importância da assistência técnica e financeira para a transição econômica dos produtores e trabalhadores de tabaco, cujo sustento é afetado pelos programas de controle do tabaco, deve ser reconhecida e considerada.

O governo brasileiro fez estudos sobre a viabilidade das alternativas de diversificação para pequenos produtores. Até o momento, não foi encontrada nenhuma cultura capaz de substituir o tabaco nas 160 mil pequenas propriedades, com a mesma lucratividade e garantia de venda. Esta dificuldade já foi detectada em outros países?

Acredito que os estudos, apesar de caros, foram muito limitados em termos de escopo e magnitude. O principal objetivo da CQCT é reduzir o consumo de tabaco. Se isto acontecer no decorrer de um longo período de tempo, a coisa certa é garantir que os produtores não percam seu sustento. No entanto, a maneira como a CQCT tem tratado a questão, até o momento, deixa muito a desejar.

É lamentável que a maior fonte de informação e conhecimento no assunto, e o órgão mais representativo dos produtores de tabaco no País, a Afubra, não tenha sido envolvido nesses estudos. No decorrer dos últimos 20 anos, a demanda global por tabaco não tem mostrado nenhuma redução significativa. Ainda assim, muitos produtores já cultivam outras safras juntamente com o tabaco. Eles já desenvolveram um modelo próprio, no qual o tabaco e outras culturas constituem o seu negócio. Os agricultores vão deixar de produzir tabaco por suas próprias iniciativas, no momento que notarem que outras culturas são mais proveitosas para eles. Como no Brasil, ainda não se tem resposta sobre quais culturas poderiam substituir o tabaco sem arruinar o sustento dos produtores, suas famílias
e trabalhadores.

Quais seriam as prováveis consequências para o Brasil, como segundo maior produtor e maior exportador de tabaco já por mais de 20 anos, caso medidas de restrição fossem implementadas contra a produção e a venda de tabaco?

Caso o cultivo, o processamento e a exportação de tabaco no Brasil fossem restringidos, ou prejudicados de alguma forma, as consequências para o país, na minha visão, seriam catastróficas. Nos estados produtores de tabaco, a cultura é muito mais do que uma simples safra. Comunidades inteiras, cidades, negócios e parceiros da rede de produção foram criados ao redor do cultivo do tabaco. Indústrias fornecedoras de insumos, tecnologia, equipamentos, maquinário, itens domésticos, logística, educação, saúde, tudo foi desenvolvido como consequência da dinâmica econômica resultante do tabaco.

Quais seriam as consequências para outros países no caso de uma súbita redução da produção de tabaco?

Enquanto houver demanda estável, continuada e substancial por tabaco, não creio que haja qualquer declínio na produção. Há, aproximadamente, 1,1 a 1,3 bilhão de fumantes no mundo e até mesmo a OMS prevê que este número chegará a 1,6 bilhão até 2025. A ironia está no fato de que, se um país como o Brasil reduzisse sua produção, isso não teria nenhum impacto sobre o consumo no mundo. Além disso, se um país reduz sua produção, outro, ou vários, irão simplesmente produzir mais e suprir o mercado. Países como o Malaui, Zimbábue, Moçambique e Estados Unidos não ratificaram a CQCT, de modo que não estão obrigados a seguirem artigos ou diretivas. Desta forma, não faria sentido nenhum para um país como o Brasil reduzir sua produção. O único que sofreria consequências negativas seria o próprio país.

Como a ITGA vê a posição do Brasil dentro da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco?

A ITGA respeita os esforços do governo do Brasil em implementar políticas que reduzam o consumo do tabaco e os males causados pelo uso do tabaco. Mas o tabaco
traz uma contribuição muito substancial para a economia. A ITGA acredita que o Brasil tem um papel importante a desempenhar na CQCT. Não deve haver nenhuma concessão entre a saúde, a economia e os benefícios do tabaco. O governo do Brasil tem a oportunidade de dar o exemplo ao mundo sobre como o equilíbrio pode ser alcançado. Regulamentações sensatas, executáveis e baseadas em evidência podem ser eficientes em reduzir o uso do tabaco, se tiverem o suporte de educação adequada e conhecimento dos efeitos prejudiciais do tabaco. Ao mesmo tempo, o tabaco é uma realidade que não irá desaparecer e o governo brasileiro deve proteger e promover um setor que é precioso a sua economia.

No Brasil, as vendas de cigarros ilegais (contrabando) estão agora representando mais de 30% do consumo total. Qual é a situação em outros países?

O comércio ilícito tornou-se uma grande ameaça ao setor legal. Esse comércio mina a renda do governo, dá suporte ao crime organizado, desgasta a confiança do investidor, compromete a agenda da saúde dos governos e causa perdas a economias mundiais. Países como a Malásia, Iraque, África do Sul e Brasil têm as porcentagens mais altas deste comércio ilícito no mundo superando os 30% do consumo total.

Em outros países, como Paquistão, Canadá, Turquia, Venezuela, Polônia,
México, Romênia e Irã, este comércio representa 15% ou mais do consumo total. Em nível global, as vendas de cigarros contrabandeados estão numa média de 10% a 12%. Os únicos beneficiários do comércio ilícito são aqueles que lidam com esses produtos. Eles têm grandes lucros e não se importam com o cumprimento de regulações e tampouco com os consumidores. É muito importante que toda a cadeia de valor do setor legal do tabaco trabalhe unida com as forças dos governos para, em conjunto, combater o comércio ilícito do tabaco e erradicá-lo tanto quanto possível. Também é importante que os agricultores estejam cientes da ameaça que vem do comércio ilegal. Eles precisam trabalhar com compradores legítimos e de boa reputação.

O relacionamento entre produtores, compradores e fabricantes é crucial para todos os atores da cadeia de valor. Trabalhando junto, em parcerias baseadas em confiança, respeito mútuo e transparência, o setor pode garantir seu próprio futuro e defender seus direitos.

O mercado de lenha na região Centro-Noroeste do RS

Professor Dr. Jorge Antonio de Farias, do Programa de Pós-Graduação
em Engenharia Florestal e do curso de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
(fariasufsm@gmail.com)



O Rio Grande do Sul é um grande produtor de grãos e de tabaco e a economia de muitas regiões está fortemente alicerçada no setor primário. Também importante é o setor florestal, responsável por produzir a lenha utilizada como fonte de energia para o beneficiamento das culturas mencionadas. Com o objetivo de conhecer melhor o mercado de lenha, quantificou-se o volume utilizado no beneficiamento de grãos (soja, milho, trigo e arroz) e tabaco na região centro-noroeste do estado.

Para o período de 2002 a 2012 encontrou-se um consumo total de 11,8 milhões m³ de lenha, sendo que para o beneficiamento de soja foram utilizados 4%, para o milho e trigo foram necessários 10% para cada e, para o arroz, 13%. O restante, 63%, foram voltados à cura/secagem do tabaco. A partir do estudo, também se observou que o tabaco alcança renda bruta superior à soma de duas safras de grãos, indicando que a cultura tem grande capacidade de remunerar a área plantada.

Fica claro que a atividade florestal não deve concorrer com as demais atividades, mas praticada em áreas não propícias às práticas agrícolas, pois tem a capacidade de remunerar melhor estas áreas. O plantio de florestas representa um importante fator na economia regional, sendo uma fonte de capitalização que recupera o investimento no médio e em longo prazo, funcionando como uma “poupança verde”.

DE OLHO NA RÚSSIA

Para aprovar novas recomendações, uma Conferência das Partes (COP) com representantes dos países que assinaram a Convenção-Quadro para o Controle de Tabaco (CQCT) é realizada a cada dois anos. Moscou, na Rússia, será a sede da COP6, entre 13 e 18 de outubro. Apesar de o objetivo da CQCT ser a diminuição do número de fumantes no mundo e à exposição à fumaça do cigarro, as medidas debatidas na COP5, em 2012, na Coreia do Sul, estavam diretamente relacionadas à produção no campo. Em 2014, a pauta abordará diversos artigos, entre eles o 17 (diversificação) e o 18 (proteção ao meio ambiente e à saúde das pessoas).

6º CICLO DE CONSCIENTIZAÇÃO

Orleans, em Santa Catarina, foi o primeiro dos sete municípios a sediar o 6º Ciclo de Conscientização sobre saúde e segurança do produtor e proteção da criança e do adolescente. Outros seis seminários acontecem em Julho e Agosto: Irati (29/7) e São João do Triunfo (30/7), no Paraná; Itaiópolis (31/7), em Santa Catarina; e Barros Cassal (5/8), Vale do Sol (6/8) e Arroio do Padre (7/8), no Rio Grande do Sul. A expectativa é de reunir produtores de tabaco e convidados para debater os temas.

PELA EDUCAÇÃO

O setor de tabaco é pioneiro no combate ao trabalho infantil no meio rural. Há mais de 15 anos, desenvolve ações para conscientizar o produtor a cumprir a legislação, uma vez que menores de 18 anos não podem trabalhar na lavoura. De acordo com o último censo do IBGE (2010), foi na produção de tabaco nas pequenas propriedades o maior índice de redução do trabalho infantil no País, em comparação com dados do penúltimo censo, realizado no ano 2000. O resultado é motivo de comemoração pelo setor, que lançou o novo site do Programa Crescer Legal em junho. Acesse e saiba mais sobre as atividades: www.crescerlegal.com.br

RECEBIMENTO DE EMBALAGENS

Até 1º de agosto, produtores do Sul e do Litoral gaúcho poderão devolver suas embalagens vazias de agrotóxicos; já entre 4 de agosto e 23 setembro, produtores de 128 municípios do Noroeste do RS poderão fazer a devolução dos recipientes tríplices lavados. Pioneiro, o programa de Recebimento de Embalagens Vazias de Agrotóxicos é desenvolvido desde o ano 2000, antecedendo a legislação sobre o assunto – o decreto federal 4.074/2002. Atualmente, 570 municípios do RS e SC são atendidos, em 2,6 mil pontos de coleta.

Maximização da
diversificação

Aumentar a renda com outros mercados, sem descuidar do meio ambiente. A maximização da diversificação, como forma de garantir mais condições de sustentabilidade, abre um leque de oportunidades para as famílias produtoras de tabaco. É apostando na pulverização de atividades economicamente viáveis que o SindiTabaco tomou para
si a responsabilidade de disseminar o programa Milho & Feijão Após a Colheita do Tabaco. Com o intuito de aproveitar o potencial da agricultura familiar na produção de alimentos, o Sindicato, com apoio de empresas associadas e entidades parceiras, vai levar capacitação e apoio técnico e produtivo às regiões produtoras no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Dentro deste conceito de diversificação, há o incentivo ao reflorestamento, prática que vem ganhando mais espaços nas propriedades rurais. A exploração ecologicamente sustentável de eucaliptos, bracatinga e acácia negra, por exemplo, tem inúmeras vantagens, desde a redução de custos para os produtores, que utilizam a lenha para a secagem do tabaco, à venda da madeira para a construção civil e como fonte de energia para outros produtores que utilizam estufas. Não apenas os aspectos econômicos são levados em conta, pois a preservação das florestas é sinônimo de benefícios ao meio ambiente e ao homem.

As principais regiões produtoras de tabaco são destaque a cada edição da SindiTabaco News. A seguir, conheça um pouco mais sobre a cidade de Irineópolis, situada em Santa Catarina.

Nos últimos anos, máquinas modernas transformaram a produção agrícola de Irineópolis. Além da mecanização consolidada nas lavouras – 90% das propriedades utilizam estufas elétricas, tratores e equipamentos de ponta – outra inovação chega para mudar a paisagem rural: colheitadeiras de tabaco, importadas da Itália.

“Ainda é uma experiência”, contou Francisco Eraldo Konkol, secretário de Agricultura. Das 11,7 mil toneladas de tabaco produzidas na última safra, apenas 10% das propriedades não curaram as folhas em estufas elétricas.

“Os agricultores estão abertos a novas técnicas e investimentos em tecnologia para diminuir o custo e aumentar a produtividade. Hoje, são 2,7 mil estufas instaladas em 1,25 mil propriedades”, comenta Konkol.

Nas propriedades são cultivados feijão, soja, milho e batata, mas é o plantio do tabaco, em 4,9 mil hectares, que puxa a renda dos habitantes e os negócios do município, ranqueado entre os 20 maiores produtores de tabaco do País. “Dos cerca de 10 mil moradores, em torno de 60% plantam tabaco, cultura que movimenta 50% da economia do município.”

  • Localizada no Planalto Norte catarinense, Irineópolis conquistou a emancipação política em 23 de abril de 1962.
  • O nome é homenagem ao ex-governador do Estado, Irineu Bornhausen. Alguns moradores preferem denominar o município de Valões, antigo nome do distrito.
  • Prefeito: Juliano Pozzi Pereira
IRINEÓPOLIS EM NÚMEROS

Fonte: Secretaria de Agricultura de Irineópolis

  • População: 10.847 habitantes
  • Área territorial: 580,2 km²
  • PIB: R$ 183 milhões
  • Produtores de tabaco: 2.130 (safra 2013/2014)
  • Propriedades: 1.250 (média de 30 hectares)
  • Produção: 11,7 mil toneladas de tabaco (safra 2013/2014)

GTS

A sigla GTS (Green Tobacco Sickness) refere-se à Doença da Folha Verde do Tabaco, uma intoxicação causada pela absorção – através da pele – da nicotina dissolvida pela umidade, quando se manuseiam folhas verdes de tabaco molhadas por chuva ou orvalho.

COP

A Conferência das Partes (COP) é um órgão da Convenção-Quadro para o Controle de Tabaco da Organização Mundial da Saúde, e é composto por todas as Partes da Convenção com o objetivo de tomar as decisões necessárias para promover a implementação efetiva, podendo adotar protocolos, anexos e emendas à Convenção.

DECRETO 4074/2002

Determina no artigo 53 que os “usuários de agrotóxicos e afins devem efetuar a devolução das embalagens vazias e respectivas tampas aos estabelecimentos comerciais em que foram adquiridos, observadas as instruções constantes dos rótulos e das bulas, no prazo de até um ano, contado da data de sua compra”.

TABACO VIRGÍNIA

Tabacos de folhas claras, submetidas à cura em estufas com temperatura e umidade controladas (flue cured), em processo que demanda de cinco a sete dias para ser concluído.

  • 13 DE JULHO
    24º aniversário do Estatuto da Criança
    e do Adolescente (Lei nº 8.069/90)
  • 22 DE JULHO
    Reunião da Câmara Setorial da Cadeia
    Produtiva do Tabaco
  • 29 DE JULHO
    6º Ciclo de Conscientização em Irati (PR)
  • 30 DE JULHO
    6º Ciclo de Conscientização em São João
    do Triunfo (PR)
  • 31 DE JULHO
    6º Ciclo de Conscientização em Itaiópolis (SC)
  • 05 DE AGOSTO
    6º Ciclo de Conscientização em Barros
    Cassal (RS)
  • 06 DE AGOSTO
    6º Ciclo de Conscientização em Vale
    do Sol (RS)
  • 07 DE AGOSTO
    6º Ciclo de Conscientização em Arroio
    do Padre (RS)
  • O SindiTabaco congrega 16 empresas associadas e atende demandas de todo o Brasil, com exceção dos Estados da Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo. A transparência e a visibilidade são estratégicas ao SindiTabaco, que enfatiza a importância social/ econômica do setor, seja na geração de empregos e tributos, como na relevância do tabaco na economia de municípios e Estados da Região Sul.

    Além disso, a Entidade incentiva a sustentabilidade, por meio da responsabilidade social e ambiental, que reitera o sentido da existência do Sindicato e de sua ampla atuação.

    Conheça as Associadas

    Esta é uma publicação trimestral do SindiTabaco (Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco), dirigida a autoridades, consultores, produtores e lideranças empresariais e políticas.

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