Sinditabaco News – Janeiro/Fevereiro/Março 2014

Matemática da diversificação

Tabaco continua sendo a maior receita da propriedade

Uma grande quantidade de plantas em uma pequena área, mas com poder de gerar mais lucro do que qualquer outra cultura. Mesmo encontrando no plantio do tabaco sua maior receita, 160 mil agricultores de 640 municípios não limitam suas lavouras a um único produto. Pelo contrário, aprenderam que, com a matemática da diversificação, as contas são sempre de somar.

Lucro garantido
Mais dados evidenciam que a propriedade do produtor de tabaco está cada vez mais diversificada:

20 maiores produtores de tabaco

Municípios Produção
(Tons)
Produtores
1 Venâncio Aires (RS) 22.501 4.820
2 Canguçu (RS) 18.366 4.701
3 São Lourenço do Sul (RS) 18.224 4.020
4 Candelária (RS) 15.263 3.708
5 Santa cruz do sul (RS) 14.601 3.877
6 Vale do Sol (RS) 13.744 2.850
7 São João do Triunfo (PR) 13.458 1.968
8 Rio Azul (PR) 13.268 2.610
9 Camaquã (RS) 13.141 2.660
10 Canoinhas (SC) 13.054 2.567
11 Itaiópolis (SC) 11.771 2.313
12 Irineópolis (SC) 10.945 2.130
13 Santa Terezinha (SC) 10.906 1.981
14 Prudentópolis (PR) 10.192 1.813
15 Dom Feliciano (RS) 9.788 1.965
16 Vera Cruz (RS) 9.534 2.221
17 Arroio do Tigre (RS) 9.501 2.489
18 Ipiranga (PR) 9.323 1.661
19 Agudo (RS) 9.056 2.263
20 Irati (PR) 8.539 1.558

Fonte: Afubra (Safra 2012/13)

Neste início de 2014 temos a expectativa de que o equilíbrio seja tendência. As exportações brasileiras de tabaco em folha se mostravam dentro do esperado no fechamento desta edição e devem ficar muito próximas dos resultados de 2012, conforme apontou pesquisa encomendada junto à PriceWaterhouseCoopers. Naquele ano, o tabaco gerou US$ 3,26 bilhões em divisas, se consolidando pelo 20º ano consecutivo o maior exportador mundial do produto.

Além disso, para a COP 6 que acontece este ano na Rússia, esperamos que a posição brasileira continue equilibrada – como aconteceu na COP 5 – preservando a renda gerada pelo tabaco e dando continuidade ao trabalho de diversificação, mas tendo no tabaco uma das culturas disponíveis para agregar renda à pequena propriedade.

Atuamos para a garantia de uma regulação equilibrada, que harmonize o necessário controle sanitário à legítima exploração da atividade econômica. Entendemos que a proibição de ingredientes em produtos derivados do tabaco – proposta por meio da Resolução da Diretoria Colegiada nº 14, publicada pela ANVISA – vai contra este princípio ao impor o banimento de praticamente todos os ingredientes utilizados em 99% dos cigarros do país. Equilíbrio é o que também esperamos na decisão sobre a RDC 14, ainda pendente.

A cadeia produtiva do tabaco emprega 2,5 milhões de brasileiros e é mola propulsora de desenvolvimento de centenas de municípios, com uma movimentação financeira que chega a R$ 22,8 bilhões por ano. Iniciamos 2014 desejando que a safra seja de boa qualidade, o que é sempre uma boa notícia para produtores e empresas, pois é assim que o Brasil atende às demandas dos clientes e o tabaco se mantém sinônimo de renda e emprego para a Região Sul do País.

Este espaço é dedicado aos produtores que fazem parte do SIPT (Sistema Integrado de Produção de Tabaco) em todas as regiões do Sul do País.

A tradição da vida no campo sempre foi passada de geração para geração, formando um ciclo natural. Hoje, há outra realidade, em que jovens optam pela cidade, seja por melhores condições empregatícias ou pela preferência da vida urbana. Para estimular a continuidade da propriedade rural, a Escola Familia Agrícola aposta na qualificação especializada das novas gerações.

Quem aprova este projeto é o produtor do interior de Vera Cruz, Edson Ristow, 50 anos, que herdou sua propriedade dos pais e há 30 anos se dedica à plantação de tabaco.

Ristow não abriu mão do estudo das filhas Carine, 26, e Betina, 18. Betina está terminando o ensino médio na Escola Agrícola e ano que vem, segundo o pai entusiasmado, vai estagiar na Emater, em Santa Cruz do Sul. “Ela sempre teve interesse em estudar lá. E eu gostei porque a educação é exigente”, contou ele, ressaltando que a filha estuda uma semana na escola e outra semana aplica o que aprendeu na propriedade, metodologia chamada de Pedagogia da Alternância.

Ristow, que planta tabaco em 4 hectares e outras culturas, como soja, milho e feijão para o consumo da família, garante que as técnicas apuradas e a tecnologia que Betina traz para casa são empregadas e ajudam no desenvolvimento da lavoura.

A PROPRIEDADE

  • Área total: 22 hectares
  • Área plantada: 4 hectares
  • Tipo: Virgínia
  • Produção: 65 mil pés (12 toneladas)
  • Renda bruta: R$ 75 mil/safra (bruto)
  • Equipamentos: 1 trator e 2 cavalos para tração
  • Outra culturas: soja, milho, feijão,
    criação de suínos ( consumo da família)

Barreiras da diversificação

Antes mesmo da criação do Programa Nacional de Diversificação em Áreas Cultivadas com Tabaco, em 2005, o produtor de tabaco já praticava a diversificação, mesmo sendo o tabaco a garantia de maior lucratividade. Segundo o presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Benício Albano Werner, muitas barreiras precisam ser vencidas. “Há falta de conhecimento da realidade dos produtores de tabaco, o que dificulta a implementação de programas. Sem falar do mercado (colocação do produto) e da dispersão das atividades.”

Por que é vantajoso cultivar do tabaco?
No tabaco existe preço mínimo, que cobre o custo de produção e mercado, garantindo a venda.

Se fala muito em diversificação. Ainda há barreiras que impedem a evolução desse processo?
O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) tem disponibilizado recursos em forma de editais. Percebese,no entanto, que há dificuldades de implantação porque a decisão de investir na propriedade é do produtor, que vê limitações no volume de recursos disponibilizados, assistência técnica, oferta de mão de obra e garantia de mercado e preço. Também é desafiador a dispersão de outras atividades em mais dos 640 municípios do Sul, onde se cultiva o tabaco.

O Pronaf ficou vinculado ao comprometimento de 20% da receita dos produtores com outras atividades agrícolas. Há possibilidade do percentual aumentar, como já proposto pelo Banco Central?
Acreditamos que este percentual

não vá aumentar, até porque se isso acontecesse os próprios programas de diversificação do MDA, voltados aos produtores de tabaco, ficariam impossíveis de execução. Ao mesmo tempo, esses produtores estariam excluídos de investimento nas propriedades em termos de diversificação e acesso à política pública de crédito, que é o Pronaf.

Foi assinado com o governo gaúcho convênio do Mais Água, Mais Renda. Como vai funcionar esse programa?
Com este programa será possível irrigar todas as atividades produtivas. Serão contempladas as propriedades que cultivam tabaco – o projeto prevê açudes, licenciamento e equipamento de irrigação. Entre os benefícios está a concessão de 30% de rebate sobre o investimento, licenciamento facilitado e acompanhamento na implantação. O projeto de irrigação vai fazer a diferença na produção, principalmente em períodos de estiagem. Estamos definindo a agenda de ações, com a seleção de alguns produtores para o início dos trabalhos práticos.

É mais do que sabido que cerca de 85% dos brasileiros optou pela vida na cidade. Percentual que justifica o franzir de testa quando o assunto é sucessão nas propriedades rurais. Pensando nisso, o Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) renovou convênio com a Associação Gaúcha Pró-Escolas Famílias Agrícolas (Agefa) em que mantém a concessão de bolsas de estudos na Escola Família Agrícola de Santa Cruz do Sul (EFASC) e Vale do Sol (EFASOL).

O objetivo é oferecer qualificação aos jovens, sem deixar de lado o vínculo com o meio onde vivem, já que a propriedade é o objeto de estudo na pedagogia de alternância.

O sistema mescla períodos em regime de internato na escola com outros em casa – os alunos têm as disciplinas regulares do currículo dos ensinos fundamental e médio e na propriedade devem aplicar o que aprenderam. Atualmente, mais de 70% dos jovens com esse tipo de formação permanecem no campo.

Sistema
Integrado

e o IDH-M
no Paraná
Mesaque Kecot Veres, presidente do Sindicato Rural de Irati (PR)




Desde o período que exerci a atividade como extensionista, depois como secretário municipal de Agricultura, como pequeno produtor, ou como empresário do ramo de produtos naturais e agora no Sindicato Rural de Irati, representando os produtores de tabaco pela FAEP nos assuntos do tabaco e da Pequena Propriedade, tenho observado concretamente os avanços da cadeia produtiva do tabaco, tão importante nos aspectos social, econômico, ambiental, político e, inclusive, de importância para a saúde.

Nas medições do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), por exemplo, verificou-se o avanço destes índices na região Centro Sul do Paraná, a destacar o município de Rio Azul, graças à fumicultura. Na prática isto é resultado de um comércio ativo, agricultores elevando sua profissionalização com milhares de cursos do SENAR-PR, cuidando da saúde, do meio ambiente, pais podendo elevar o nível de estudos dos filhos, fazer melhorias nas moradias e enaltecendo o sistema integrado que é um modelo fundamental para a sobrevivência e viabilidade da pequena propriedade.

Histórica e antropologicamente podemos ver que a cultura da América Latina difundiu o uso do tabaco e até hoje existe uma demanda pelo produto. Essa demanda deve ser suprida dentro da legalidade, dando continuidade ao trabalho de gerações de famílias produtoras. Aliás, a cadeia produtiva do tabaco destaca-se de forma ímpar no respeito à legalidade, ao acompanhamento escolar das crianças, na profissionalização, atuando de forma concreta e mensurável e colaborando com o desenvolvimento de produtores, empresas, municípios, estados e do País.

BOLSAS DE ESTUDO

A valorização da educação no campo defendida pela Escola Família Agrícola de Santa Cruz do Sul (EFASC) conta o apoio da Philip Morris Brasil desde 2013.

No total, 21 jovens estão sendo beneficiados por bolsas de estudo concedidas entre novos ingressantes e alunos do segundo e terceiro ano do curso.

A iniciativa atende principalmente filhos de produtores de tabaco da região do Vale do Rio Pardo, que têm a possibilidade de ingressar em um curso de ensino médio profissionalizante, recebendo ao final dos estudos o título de técnico agrícola.

PROGRAMA RECEBIMENTO EMBALAGENS

Entre 6 de janeiro e 17 de abril, o Programa de Recebimento de Embalagens Vazias de Agrotóxicos passa a percorrer 109 municípios da Serra Gaúcha, oportunizando a correta destinação dos recipientes, inclusive aqueles que tenham sido utilizados em outras culturas. Pioneiro, o programa é desenvolvido pelo SindiTabaco, empresas associadas e Afubra.

Atualmente, 570 municípios do RS e SC são atendidos pela coleta itinerante, em 2,6 mil pontos na zona rural. No Paraná, iniciativas semelhantes são apoiadas pelas empresas associadas.

LANÇAMENTO

O Anuário Brasileiro do Tabaco 2013 foi lançado em dezembro pela Editora Gazeta, em Santa Cruz do Sul (RS).

Em 160 páginas, com textos nas versões português e inglês, e com fotos de todas as etapas da produção, a edição 2013 enfatiza o forte sentimento de orgulho que toma conta da cadeia produtiva.

Nos depoimentos e nas histórias de vida, famílias das diversas regiões mostram o quanto a receita advinda do tabaco lhes permitiu investir na diversificação das propriedades e alcançar uma qualidade de vida diferenciada.
Saiba mais: www.editoragazeta.com.br.

MUNICÍPIOS UNIDOS

Foi empossada no dia 29 de novembro a diretoria e o conselho fiscal da Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (AMPROTABACO).

O evento realizado em Canoinhas (SC) reuniu prefeitos de diversos municípios produtores de tabaco e lideranças de entidades e empresas envolvidas na cadeia produtiva.

Criada com o propósito de articular e discutir ações relacionadas com o setor, bem como defender os interesses dos municípios nas esferas estaduais e federais, a AMPROTABACO tem como presidente o prefeito de Santa Cruz do Sul (RS), Telmo Kirst.

Práticas de conservação do solo
           são adotadas no campo

Técnicas simples, que ajudam os produtores de tabaco a conservar o solo e também facilitam a lida diária, vem sendo disseminadas pelas empresas associadas ao SindiTabaco para incentivar e conscientizar produtores integrados.

São duas as técnicas recomendadas: o cultivo mínimo, que consiste em revolver o solo o mínimo possível e eliminar a queima de resíduos para usá-los como adubo, diminuindo os riscos de erosão; e o plantio direto, pelo qual a muda é colocada no solo não revolvido (sem prévia aração ou gradagem leve niveladora), usando plantadeiras especiais. Um pequeno sulco ou cova é aberto com profundidade e largura suficiente para garantir a adequada colocação da muda.

De acordo com a entidade, o número de produtores que adotou tais práticas nas últimas safras subiu de 16% para 40%. Dessa forma, é possível avaliar o impacto das atividades agrícolas, de ocupação das terras sobre o solo e os recursos hídricos disponíveis. O objetivo é que ao utilizar as práticas corretas, o produtor colabore com a preservação do solo e diminua a poluição nos cursos de água, já que estará evitando o envio de sedimentos para os rios próximos às lavouras.

As principais regiões produtoras de tabaco são destaque a cada edição da SindiTabaco News. A seguir, conheça um pouco mais sobre a cidade de São João do Triunfo, situada no Paraná.

Os agricultores de São João do Triunfo, um pequeno município no interior do Paraná com menos de 15 mil habitantes, não pararam no tempo. Tendo como base da economia a produção do tabaco – 14,5 mil toneladas anualmente – o agricultor trabalha com tecnologia à disposição. Além disso, são ofertados cursos de qualificação, em parceria com as indústrias de tabaco, o que garante maior produtividade e qualidade ao produto.

“Hoje mais de seis mil pessoas estão envolvidas neste setor da economia no município”, diz o prefeito Marcelo Hauagge Distéfano. Ele destaca ainda que a renda média do produtor por safra chega a R$ 40 mil. Outro fato relevante é que as pequenas propriedades já estão diversificando a produção. De acordo com Distéfano, a administração municipal tem incentivado a introdução de outras culturas alternativas e já é possível encontrar plantações de frutas e verduras, além da produção leiteira, o que corrobora tanto a receita como no aproveitamento da propriedade.

  • Município criado em 8 de janeiro de 1890, tem sua história ligada ao contexto da navegação do rio Iguaçu, à imigração polonesa, italiana, árabe e alemã, e às atividades dos tropeiros que viviam e passavam pelo município.
  • Prefeito: Marcelo Hauagge Distéfano
SÃO JOÃO DO TRIUNFO EM NÚMEROS

Fonte: Prefeitura Municipal

  • População (2013):13.704 mil mil habitantes
  • Área (2010):719.750 km²
  • PIB per capita (2010): R$ 9.022,00
  • Economia:158ª economia do Paraná
  • Produção:14.500 toneladas de tabaco (2012)
  • Produtores de tabaco:3.200

PRONAF
O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) financia projetos individuais ou coletivos, que gerem renda aos agricultores familiares e assentados da reforma agrária. O programa possui as mais baixas taxas de juros dos financiamentos rurais. O Pronaf possibilita ao pequeno produtor o acesso ao custeio da safra ou atividade agroindustrial, seja para o investimento em máquinas, equipamentos ou infraestrutura de produção e serviços agropecuários ou não agropecuários. As condições de acesso ao Crédito Pronaf, formas de pagamento e taxas de juros correspondentes a cada linha são definidas, anualmente, a cada Plano Safra da Agricultura Familiar, divulgado entre os meses de junho e julho.

PEDAGOGIA DA ALTERNÂNCIA
Criada em 1935, por camponeses da França, o preceito básico da Pedagogia de Alternância é de que a vida no campo também ensina. A metodologia que mescla períodos em regime de internato na escola com outros em casa chegou ao Brasil com uma missão jesuíta, no Espírito Santo, em 1969. Acabou sendo solução para áreas onde o transporte escolar é difícil e a maioria dos pais trabalha no campo. Na última década, passaram a ser reconhecidas pelo Ministério da Educação e se tornaram referência para o empreendedorismo de jovens no meio rural. Os alunos têm as disciplinas regulares do currículo do Ensino Fundamental e do Médio, além de outras
voltadas à agropecuária. Quando retornam para casa, devem desenvolver projetos e aplicar as técnicas que aprenderam em hortas, pomares e criações.

IDH-M
Com base no Censo do IBGE, o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal leva em conta três componentes: expectativa de vida ao nascer, educação e renda per capita. O IDH-M é, assim como o IDH, um índice que mede o desenvolvimento humano de uma unidade geográfica. Como o IDH foi concebido para ser aplicado no nível de países e grandes regiões, sua aplicação no nível municipal tornou necessárias algumas adaptações metodológicas e conceituais.

  • 25 DE FEVEREIRO
    Reunião da Câmara Setorial da Cadeia
    Produtiva do Tabaco
  • 25 A 27 DE MARÇO
    Expoagro Afubra 2014
  • O SindiTabaco congrega 16 empresas associadas e atende demandas de todo o Brasil, com exceção dos Estados da Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo. A transparência e a visibilidade são estratégicas ao SindiTabaco, que enfatiza a importância social/ econômica do setor, seja na geração de empregos e tributos, como na relevância do tabaco na economia de municípios e Estados da Região Sul.

    Além disso, a Entidade incentiva a sustentabilidade, por meio da responsabilidade social e ambiental, que reitera o sentido da existência do Sindicato e de sua ampla atuação.

    Conheça as Associadas

    Esta é uma publicação trimestral do SindiTabaco (Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco), dirigida a autoridades, consultores, produtores e lideranças empresariais e políticas.

    Realização: SindiTabaco (www.sinditabaco.com.br)
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