Produtores de tabaco paranaenses terão renda extra de R$ 86 milhões com a safrinha

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Expectativa é que o cultivo de milho, feijão, soja e pastagens após a colheita do tabaco nos três estados sul-brasileiros gere R$ 600 milhões. Números foram divulgados nesta quarta-feira, 03 de maio, em evento realizado em Imbituva (PR). Amanhã evento acontece em Agronômica (SC).

Maio 2017 – Para marcar o início da colheita da safrinha paranaense, o Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) promoveu nesta quarta-feira, 03 de maio, o dia de campo do Programa Milho, Feijão e Pastagens após a colheita do tabaco em Imbituva (PR). O evento realizado na localidade de Mato Branco de Baixo, na propriedade de José Sirlei de Araújo, contou com a participação de representantes do governo do Estado do Paraná, da Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Paraná (FETAEP), da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER), da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR/FAEP), produtores, empresas e imprensa.

O presidente do SindiTabaco, Iro Schünke, apresentou os dados levantados. Segundo ele, no Paraná foram cultivados 34.685 hectares, entre milho, feijão, soja e pastagens, com rendimento estimado de R$ 86 milhões. Ele também apontou que, nos três estados do Sul do Brasil, foram 190.360 hectares, e o rendimento para os produtores deve chegar a R$ 600 milhões. “O setor do tabaco sempre apoiou a diversificação, desde que ofereça renda real aos produtores. Pesquisa recente demonstrou que 79% dos produtores fazem algum tipo de rotação de culturas para reduzir a proliferação de pragas, doenças e ervas daninhas e que cerca de 50% garante renda com outros produtos além do tabaco, aumentando significativamente a sua renda”, comentou Schünke, avaliando ainda que além do milho, feijão e pastagens, os produtores também têm aderido ao cultivo da soja em áreas onde foi colhido o tabaco.


Presidente do SindiTabaco, Iro Schünke.

O secretário da Agricultura e Abastecimento do Paraná, Norberto Anacleto Ortigara, relembrou sua vida no campo durante a infância e afirmou que as atividades exigiam muito esforço físico para produzir e para viver. “Esses tempos mais difíceis estão ficando para trás, com mais tecnologia e informação, o que representa muito do resultado das nossas propriedades com uma qualificação e uma produtividade acima da média. Somos parceiros de iniciativas como essa, que visa usar de forma racional o espaço onde se planta tabaco, agregando renda e com boas práticas agrícolas. Temos o desafio de abastecer o mundo e isso é uma grande oportunidade para o campo, pois temos condições de produzir o ano inteiro. Queremos despertar em nossos produtores esse interesse”, disse. Ortigara também lembrou que a organização das cadeias produtivas é fator determinante de sucesso. “Nossa diversidade agrícola é o que sustenta o Estado por meio do trabalho dos produtores, mas também das indústrias que processam e exportam nossos produtos para os mais diversos países”.


O secretário de Agricultura, Norberto Ortigara, prestigiou o evento em Imbituva (PR).

O prefeito de Imbituva, Bertoldo Rover, lembrou que o tabaco é o segundo produto agrícola de Imbituva, atrás somente da soja. Segundo Marco Dornelles, vice-presidente da Afubra, o programa tem como objetivo a diversificação econômica da propriedade e, consequentemente, da economia da família e do próprio município e do Estado. “A parceria é importante para o sucesso desse tipo de programa, apoiando os agricultores tanto na parte técnica quanto de mercado”, disse.

O vice-presidente e diretor de Política Agrícola da FETAEP, Marcos Junior Brambila, afirmou que é preciso valorizar os resultados apresentados porque isso é o que faz diferença para a receita e a qualidade de vida do produtor. Sabemos que o tabaco viabiliza ao produtor permanecer no campo e defendemos a atividade com todas as condicionantes relacionadas a qualquer outra cultura, com condições trabalhistas, ambientais e sociais. Mas é preciso ter atividade complementar, como o milho e o feijão, para que se possa ter uma segurança em caso de frustração de safra”, afirmou.

Eduardo Figueiredo Mercado, superintendente do SENAR da Administração Regional de Irati e representante da FAEP, deixou sua mensagem sobre a importância da capacitação e da informação para o pequeno produtor. “A capacidade técnica do produtor é fator preponderante de qualidade e de sucesso da propriedade rural. Nossa missão é transformar propriedades em empresas rurais, com bom conhecimento, boa informação para viabilizar a permanência do homem do campo”, disse.

O presidente da Emater no Paraná, Rubens Ernesto Niederheitmann, parabenizou as entidades parceiras pela iniciativa para geração de renda extra ao produtor de tabaco. “O Paraná se caracteriza por pequenos municípios, formado por pequenos produtores. Somos parceiros de todas as atividades que incentivem a geração de renda. Temos muito trabalho pela frente no sentido de desenvolvermos ainda mais nossos municípios”, afirmou.

DADOS DO LEVANTAMENTO
Levantamento realizado pelo SindiTabaco contabilizou os números da produção de grãos nas áreas produtoras de tabaco e as estimativas de renda para os produtores. Segundo a pesquisa, a safrinha paranaense teve o plantio de 10.920 hectares de milho e 6.560 hectares de feijão. Com uma produtividade média do milho estimada em 5,1 toneladas por hectare, o volume chegará a 55.690 toneladas. Considerando o preço médio de R$ 540,00 por tonelada, o total da safrinha paranaense de milho pode superar os R$ 30 milhões. Em relação ao feijão, a produtividade é estimada em 2,4 toneladas por hectare, com safra de 15.745 toneladas. Ao preço médio de R$ 2.350 por tonelada, a safra paranaense de feijão alcançará R$ 37 milhões.

Considerando as regiões produtoras de tabaco no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, foram cultivados 111 mil hectares de milho e 16 mil hectares de feijão, 49 mil hectares de pastagem e 14 mil hectares de soja, com expectativa de rendimento de R$ 415 milhões para o milho e R$ 128 milhões para o feijão. Após a colheita, o produtor de tabaco cultiva também outros grãos, com destaque para a soja que renderá em torno de R$ 57 milhões nos quase 14 mil hectares plantados. Há ainda o cultivo significativo de pastagens para alimentação dos animais. O levantamento apontou que no Paraná, 12.465 hectares são utilizados para pastagens e, nos três estados sul-brasileiros, a soma chega a aproximados 50 mil hectares.

SOBRE O PROGRAMA – Conduzido pelo SindiTabaco, o Programa Milho e Feijão foi criado para incentivar a diversificação e a otimização no aproveitamento dos recursos das propriedades rurais. No Paraná, são parceiros: o governo do Estado, a Afubra, a FETAEP, A FAEP e a Emater. A ação reúne a estrutura de campo das empresas de tabaco e das entidades apoiadoras, que divulgam as vantagens do plantio da safrinha e incentivam a prática de diversificação da propriedade.

VANTAGENS PARA O PRODUTOR – O cultivo nas áreas onde foi colhido o tabaco reduz os custos de produção dos grãos, pois ocorre o aproveitamento residual dos fertilizantes aplicados. Consequentemente, pode haver redução de custo na produção de proteína (carne, leite e ovos), com a utilização do milho da safrinha no trato animal. Outros benefícios são a proteção do solo e a interrupção do ciclo de proliferação de pragas e ervas daninhas.


O raio-x da propriedade do anfitrião do evento demonstra a alta rentabilidade do tabaco em pequenas áreas e, ao mesmo tempo, o acréscimo de receita gerado pela safrinha.


José Sirlei de Araújo e o filho José Valdecir de Araújo, anfitriões do evento.

Fotos: Divulgação

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