Imprensa


Instituto Crescer Legal completa dois anos de atividades

Enviar Por E-mail Enviar Por E-mail | Imprimir Imprimir

Em seu segundo ano de existência, Instituto Crescer Legal já é agente de transformação na vida de quase 100 jovens aprendizes rurais gaúchos.

Abril 2017 – Fundado em 23 de abril de 2015, o Instituto Crescer Legal completa seu segundo ano de atividades com muito a comemorar. Iniciativa do SindiTabaco e suas empresas associadas, a entidade tomou forma com o apoio e adesão de pessoas envolvidas com a educação e com o combate ao trabalho infantil, em especial em áreas com plantio de tabaco, na Região Sul do País. A meta: oferecer subsídios para que o jovem permaneça e se desenvolva no meio rural e, ao mesmo, tempo oportunidades para combater o trabalho infantil no campo. As principais ações do Instituto foram compiladas em um relatório institucional, disponível no site www.crescerlegal.com.br.

O trabalho infantil é um tema complexo e permanente, no meio urbano e rural. Entre os desafios relativos ao tema na zona rural, especialmente na agricultura familiar, está a falta de estrutura e de oportunidades para os jovens e, ao mesmo tempo, nota-se uma grande ansiedade por parte dos produtores diante da falta de oportunidades aos filhos que concluíam o Ensino Fundamental.

“Ao longo dos anos, percebemos que a escassez de escolas rurais é um grande problema no campo e, junto com as drogas e ociosidade, acabam contribuindo para uma postura cultural de valorização do trabalho e incentivando crianças e adolescentes a atividades inapropriadas para sua idade. O trabalho de conscientização é necessário para que os pais passem a valorizar a educação, mas também precisamos de políticas públicas para fortalecer as escolas no meio rural, buscando alternativas para os jovens de até 18 anos. Assim como o problema, a solução é complexa, mas possível”, afirma Iro Schünke, presidente do SindiTabaco e também diretor-presidente do Instituto Crescer Legal.

É nesse cenário que o piloto do Programa de Aprendizagem Profissional Rural, primeira grande ação do Instituto, começou a cumprir os seus objetivos e firma desde já uma sólida base para o futuro. A região Sul do País é o foco neste início de trabalho e abrange, por enquanto, as cidades gaúchas de Candelária, Santa Cruz do Sul, Vale do Sol, Venâncio Aires e Vera Cruz. Adolescentes com idades compreendidas entre 14 e 18 anos são o público-alvo que compõe cinco turmas. Atualmente, os quase 100 jovens aprendizes rurais envolvidos participam das atividades do curso “Empreendedorismo em Agricultura Polivalente – Gestão Rural” no contraturno escolar e recebem salário proporcional a 20 horas semanais, além de certificação e demais direitos de acordo com a Lei de Aprendizagem, com atividades teóricas e práticas em gestão realizadas nas suas comunidades.


Jovens aprendizes e educadores participantes do projeto-piloto (Divulgação)

“Essa é a primeira vez que jovens do meio rural são contratados pela Lei da Aprendizagem sem sair do campo e da escola. Acreditamos que a gestão é o caminho para que o meio rural se desenvolva, mas precisamos de mais oportunidades para proporcionar formação adequada. Em apenas dois anos de existência podemos dizer que já estamos promovendo mudanças na vida desses jovens, oportunizando alternativas e possibilitando um novo olhar sobre o meio rural. Em 2017 teremos as primeiras formaturas do curso e o sucesso comprovado do Programa faz com que projetemos 2018 como um ano de consolidação, levando o curso para pelo menos cinco novas turmas”, avalia Schünke.

Segundo ele, ao investir no futuro dos jovens rurais, qualificando-os e desenvolvendo-os de acordo com suas aptidões e com as características locais, criam-se meios para que permaneçam, cresçam e tenham oportunidades de geração de renda no meio rural, passando a ser exemplo de gestão sustentável da pequena propriedade, essencial para milhares de famílias e também para a sociedade, considerando a importância da produção alimentar. “O conhecimento adquirido, aliado à vivência no meio rural, fará destes jovens líderes e referências em suas localidades”, afirma.

Com cinco educadores sociais e uma educadora líder, o projeto-piloto também envolve os familiares dos jovens, seja por meio de visitas pedagógicas programadas ou em seminários realizados nas localidades dos jovens aprendizes. Segundo a coordenadora do Instituto, Nádia Solf, estreitar a relação entre educadores, aprendizes e familiares potencializa os resultados. “O programa foi desenvolvido para caminhar de forma articulada com a família, a escola e a comunidade do aprendiz. Por isso a importância de estar com as famílias periodicamente, apresentando o andamento do projeto e conhecendo o jovem dentro do seu ambiente”, explica.

Acesse: Relatório Institucional 2016

DEPOIMENTOS DOS JOVENS APRENDIZES


Eu sou, com muito orgulho, filha de produtores rurais, e muito ouvia falar em trabalho infantil, que não poderia ter isso no meio em que a gente vive… só que nunca se oferecia algo para a gente fazer. E o Instituto nos ofereceu. Maira Carolina Petry, 17 anos, jovem aprendiz de Vera Cruz, premiada com a primeira colocação no Concurso Literário para Aprendizes 2016 – categoria Prosa, promovido pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Rio Grande do Sul e Fórum Gaúcho de Aprendizagem Profissional (FOGAP).


Quando foi comentado do curso, vi a oportunidade de buscar mais conhecimento. Mas, como era necessário ser estudante, recebi o incentivo dos meus pais, professores para que ingressasse no ensino médio e em paralelo fazer o curso para adquirir ideias inovadoras, possíveis de serem aplicados na nossa propriedade. Rafael Henrique da Fonseca, jovem aprendiz do Instituto Crescer Legal em Venâncio Aires, que retornou à sala de aula depois de dois anos para poder participar do Programa de Aprendizagem.


A oportunidade que o Instituto nos deu é mais que um curso: é um conhecimento que levaremos para vida toda, um espaço para compartilhar ideias, aprender a conviver em grupo, onde podemos conhecer outras realidades e reconhecer o valor que tem a pequena propriedade e a importância do meio rural. Edilaine Scherer, 18 anos, jovem aprendiz de Candelária.

Para os jovens do campo, um curso de profissionalização é muito importante, pois a falta de oportunidades ainda é muito grande no meio rural. Para mim o Instituto é muito importante, pois tive a oportunidade do meu primeiro emprego e de me profissionalizar em algo voltado ao meu viver. Jonatan Reimann, jovem aprendiz de Vale do Sol.


O que mais me motiva a participar do curso são as oportunidades que podem surgir. Vamos aprender novas maneiras de diversificar a produção rural. Cássio Roesch, 17 anos, jovem aprendiz de Santa Cruz do Sul.

DEPOIMENTOS DE PARCEIROS E ASSOCIADOS


Parabéns ao Instituto Crescer Legal por dar oportunidades de crescimento profissional e humano aos jovens do meio rural. A aprendizagem é composta por um tripé: o jovem, a empresa e a entidade formadora. Esse tripé está muito bem articulado. Joaquim Cardinal, superintendente Regional do Trabalho e Emprego do Rio Grande do Sul, durante o 1º Encontro Regional de Aprendizes Rurais.


Tenho certeza que vocês [aprendizes] serão grandes pessoas, como profissionais e multiplicadores. Prof. Carlos Tillmann, da Universidade Federal de Pelotas.


O que queremos é que os jovens se preparem da melhor forma para o trabalho e dizer que nossa esperança se renova todos os dias por meio da juventude, seja ela urbana ou rural. Dra. Ana Paula Motta Costa, associada fundadora e consultora do Instituto Crescer Legal.


Ao acreditar que questões culturais possam ser modificadas, o Instituto Crescer Legal cumpre seu principal objetivo: promover iniciativas que façam repensar o presente em garantia de um futuro melhor para crianças e adolescentes, sem o estigma do trabalho infantil no meio rural, tudo sempre com o envolvimento de toda a sociedade ligada ao meio rural. Dr. Veloir Dirceu Fürst, procurador do Trabalho aposentado pela PRT4ªR, ex-coordenador do Combate ao Trabalho Infantil no Rio Grande do Sul no período de 2007 a 2013. Membro fundador do Instituto Crescer Legal.


Além de ser um programa inédito, esta é uma grande oportunidade para os jovens assumirem um papel de protagonismo e ter uma preparação para a liderança que eles podem exercer, com a melhor compreensão dos recursos disponíveis no meio rural. Professor Nestor Raschen, sócio fundador e presidente do conselho consultivo do Instituto Crescer Legal.

SAIBA MAIS – O Instituto Crescer Legal foi fundado em 23 de abril de 2015. Já em 2016, implementou o Programa de Aprendizagem Profissional Rural. Atualmente, cinco turmas estão em andamento em Candelária, Vera Cruz, Venâncio Aires, Vale do Sol e Santa Cruz do Sul. O projeto-piloto do Programa de Aprendizagem Profissional Rural é pioneiro e segue os preceitos da Lei da Aprendizagem, oferecendo aos jovens salário proporcional a 20 horas semanais, além de certificação e demais direitos (Lei 10.097/2000 e Dec. 5598/2005). Os jovens são contratados pelas empresas associadas ao Instituto, mas as atividades são todas realizadas na escola parceira e na comunidade, durante o contraturno. O curso tem duração média de 11 meses, com 4 horas diárias de segunda a sexta-feira, totalizando 920 horas. A proposta da formação está voltada para o desenvolvimento de um empreendedor em agricultura polivalente, que planeja e administra unidade de produção. O público-alvo para o projeto-piloto é de adolescentes de 14 a 18 anos, cursando o Ensino Regular e oriundos de famílias de pequenos produtores rurais, em especial produtores de tabaco.
Curta a fanpage: www.facebook.com/institutocrescerlegal

Fotos: Divulgação (disponíveis em alta resolução)

Contato com a Imprensa:

MSLGROUP Andreoli
Camila Holgado – camila.holgado@mslgroup.com – (11) 3169-9322 / (11) 96477-2701
Eliana Stülp Kroth – eliana.stulp@mslgroup.com – (51) 3713-1777 / (51) 9708-5539
www.mslgroupandreoli.com.br



Sinditabaco News – Abril/Maio/Junho de 2017

Enviar Por E-mail Enviar Por E-mail | Imprimir Imprimir


Jovens rurais são encorajados a produzir de forma sustentável

Enviar Por E-mail Enviar Por E-mail | Imprimir Imprimir

Abril 2017 – As cinco turmas do piloto do Programa de Aprendizagem Profissional Rural do Instituto Crescer Legal se reuniram na Comunidade Nossa Senhora de Lourdes, em Venâncio Aires no último sábado, 08 de abril, para o seminário “Boas práticas no meio rural”. Cerca de 100 jovens aprendizes do curso Empreendedorismo em Agricultura Polivalente – Gestão Rural ouviram as palestras de Marcus Vinicius Martins, Auditor Fiscal Federal Agropecuário do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Brasília), que palestrou sobre Boas Práticas Agrícolas e Produção Integrada (PI Brasil); Nede Lande Vaz da Silva, do Instituto Certifica, que falou aos jovens sobre a certificação de produtos agrícolas; e de Carlos Tillmann, professor da Universidade Federal de Pelotas, e Darci Silva, assessor técnico do SindiTabaco, que falaram sobre educação e projetos em produção integrada.

O diretor presidente do Instituto Crescer Legal, Iro Schünke, e o prefeito de Venâncio Aires, Giovane Wickert, também deixaram suas mensagens aos jovens. O evento foi prestigiado por autoridades e parceiros do Instituto e contou com mostra de trabalhos e apresentações dos aprendizes e de convidados da comunidade. Segundo a educadora líder do Programa, Eloisa Klein, o seminário tem como objetivo sensibilizar os aprendizes quanto às boas práticas e produção integrada, bem como proporcionar o protagonismo dos jovens. “Em cada seminário a turma anfitriã é responsável por organizar o evento e o projeto pedagógico prevê que os aprendizes devem apresentar trabalhos e resultados de suas atividades no curso de Gestão Rural aos colegas, familiares, comunidade e autoridades”, afirma.

SAIBA MAIS
– O Instituto Crescer Legal foi fundado em 23 de abril de 2015. Já em 2016, implementou o Programa de Aprendizagem Profissional Rural. Atualmente, cinco turmas estão em andamento em Candelária, Vera Cruz, Venâncio Aires, Vale do Sol e Santa Cruz do Sul. O projeto-piloto do Programa de Aprendizagem Profissional Rural é pioneiro e segue os preceitos da Lei da Aprendizagem, oferecendo aos jovens salário proporcional a 20 horas semanais, além de certificação e demais direitos (Lei 10.097/2000 e Dec. 5598/2005). Os jovens são contratados pelas empresas associadas ao Instituto, mas as atividades são todas realizadas na escola parceira, durante o contraturno, em suas propriedades, comunidades e em saídas de estudo. O curso tem duração média de 11 meses, com 4 horas diárias de segunda a sexta-feira, totalizando 920 horas. A proposta da formação está voltada para o desenvolvimento de um empreendedor em agricultura polivalente, que planeja e administra unidade de produção. O público-alvo para o projeto-piloto é de adolescentes de 14 a 18 anos, cursando o Ensino Regular e oriundos de famílias de pequenos produtores rurais, em especial produtores de tabaco.
www.crescerlegal.com.br
www.facebook.com/institutocrescerlegal


Marcus Vinicius Martins, Fiscal Federal Agropecuário do MAPA, sensibilizou sobre as boas práticas e o programa Produção Integrada (PI Brasil) / Divulgação


Presidente do Instituto Crescer Legal, Iro Schünke / Divulgação


Aprendizes rurais de Venâncio Aires apresentaram mostra de trabalhos do curso durante o evento / Divulgação


Prefeito de Venâncio Aires Giovane Wickert prestigiou o evento / Divulgação

Contato com a Imprensa:

MSLGROUP Andreoli
Camila Holgado – camila.holgado@mslgroup.com – (11) 3169-9322 / (11) 96477-2701
Eliana Stülp Kroth – eliana.stulp@mslgroup.com – (51) 3713-1777 / (51) 9708-5539
www.mslgroupandreoli.com.br



Boas práticas no meio rural é tema de seminário em Venâncio Aires

Enviar Por E-mail Enviar Por E-mail | Imprimir Imprimir

Abril 2017 – As cinco turmas do piloto do Programa de Aprendizagem Profissional Rural do Instituto Crescer Legal se reúnem em Venâncio Aires, no sábado, 08 de abril. Cerca de 100 jovens aprendizes do curso Empreendedorismo em Agricultura Polivalente – Gestão Rural participam do seminário “Boas práticas no meio rural”, a partir das 8h30, na Comunidade Nossa Senhora de Lurdes (RST 287, Km 68, Estância Nova).

O seminário tem como objetivo sensibilizar os aprendizes quanto às boas práticas e produção integrada, bem como proporcionar o protagonismo dos jovens, considerando que em cada seminário a turma anfitriã é responsável por organizar o evento e o projeto pedagógico prevê que os aprendizes devem apresentar trabalhos e resultados de suas atividades no curso de Gestão Rural aos colegas, familiares, comunidade e autoridades.

PROGRAMAÇÃO

8h30 – Abertura
• Palestra Boas Práticas Agrícolas e Produção Integrada (PI Brasil), com Marcus Vinicius Martins, Auditor Fiscal Federal Agropecuário do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Brasília).
• Palestra Certificação de produtos agrícolas, com Nede Lande Vaz da Silva, do Instituto Certifica.
• Mostra de trabalhos dos aprendizes
12 horas – Almoço
13 horas – Mística e apresentações dos aprendizes e de convidados da comunidade
• Palestra Educação e Projetos em Produção Integrada, com Carlos Tillmann, professor da Universidade Federal de Pelotas.
15h30 – Encerramento e certificação

SAIBA MAIS – O Instituto Crescer Legal foi fundado em 23 de abril de 2015. Já em 2016, implementou o Programa de Aprendizagem Profissional Rural. Atualmente, cinco turmas estão em andamento em Candelária, Vera Cruz, Venâncio Aires, Vale do Sol e Santa Cruz do Sul. O projeto-piloto do Programa de Aprendizagem Profissional Rural é pioneiro e segue os preceitos da Lei da Aprendizagem, oferecendo aos jovens salário proporcional a 20 horas semanais, além de certificação e demais direitos (Lei 10.097/2000 e Dec. 5598/2005). Os jovens são contratados pelas empresas associadas ao Instituto, mas as atividades são todas realizadas na escola parceira, durante o contraturno, em suas propriedades, comunidades e em saídas de estudo. O curso tem duração média de 11 meses, com 4 horas diárias de segunda a sexta-feira, totalizando 920 horas. A proposta da formação está voltada para o desenvolvimento de um empreendedor em agricultura polivalente, que planeja e administra unidade de produção. O público-alvo para o projeto-piloto é de adolescentes de 14 a 18 anos, cursando o Ensino Regular e oriundos de famílias de pequenos produtores rurais, em especial produtores de tabaco.

Contato com a Imprensa:

MSLGROUP Andreoli
Camila Holgado – camila.holgado@mslgroup.com – (11) 3169-9322 / (11) 96477-2701
Eliana Stülp Kroth – eliana.stulp@mslgroup.com – (51) 3713-1777 / (51) 9708-5539
Renato Fugulin – - renato.fugulin@mslgroup.com – (11) 3169-9318
www.mslgroupandreoli.com.br



Brasil deixa de arrecadar R$ 130 bilhões por causa de contrabando, diz Idesf

Enviar Por E-mail Enviar Por E-mail | Imprimir Imprimir

O Brasil deixa de arrecadar R$ 130 bilhões por ano por causa do contrabando. Os números levam em conta os empregos que deixam de ser gerados, os impostos que não são recolhidos e a perda de competitividade do país no mercado internacional.

Com este valor seria possível construir 1,1 mil hospitais, 65 mil creches ou 25 mil escolas públicas. O cálculo é do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (Idesf) e foi divulgado nesta terça-feira (29) durante o lançamento de uma campanha nacional de combate ao contrabando, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná.

O mercado ilegal é impulsionado principalmente pelo comércio de cigarros produzidos no Paraguai e que têm comercialização proibida no país. Em 2016, o prejuízo com este tipo de produto passou de R$ 6 bilhões.

“O cigarro representa 67% de tudo que é contrabandeado. É o carro chefe que puxa todas as demais mercadorias e abre porta para outros crimes como tráfico de drogas e tráfico de armas, ele é porta de entrada”, aponta o presidente do Idesf, Luciano Barros.

Do total de mercadorias contrabandeadas do Paraguai, 40% passam pelo trecho de 170 km do Rio Paraná e do Lago de Itaipu entre Foz do Iguaçu e Guaíra.

Em 2016, foram apreendidos na região o equivalente a US$ 67,5 milhões em mercadorias contrabandeadas, quase a metade do que foi apreendido em 2014, quando foram recolhidos US$ 125 milhões em produtos.

A Receita Federal afirma que aumentou a fiscalização, mas admite que não tem sido suficiente.

“Os contrabandistas têm uma flexibilidade muito grande de ação por causa do tamanho da fronteira. Nós conseguimos fazer um controle aqui e eles se mobilizam para uma fronteira mais acima. E, fica esse jogo de gato de rato”, comentou o auditor fiscal da Receita Federal em Foz do Iguaçu Hipólito Caplan.

“Fonte: G1″



Logística reversa chega aos produtores da Serra gaúcha

Enviar Por E-mail Enviar Por E-mail | Imprimir Imprimir

Até o dia 14 de junho, produtores de tabaco de 90 municípios gaúchos poderão devolver as embalagens vazias de agrotóxicos tríplice lavadas em programa itinerante desenvolvido pelo SindiTabaco.

Março 2017 – Depois de percorrer a região central do Rio Grande do Sul, o Programa de Recebimento de Embalagens Vazias de Agrotóxicos estará até o dia 14 de junho na região da Serra gaúcha. Em andamento desde o ano 2000, o programa itinerante desenvolvido pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) atende 550 municípios gaúchos e catarinenses em 2,6 mil pontos de recebimento no meio rural, beneficiando um universo de 116 mil produtores de tabaco.

Nesta semana os caminhões do programa percorrem Arroio do Tigre. No mês de abril, estarão em Estrela Velha (03 de abril), Salto do Jacuí (04 de abril), Tunas (05 de abril), Lagoão (06 de abril), Jacuizinho (10 de abril), Herveiras (11 de abril), Sinimbu (12 a 17 de abril), Gramado Xavier (18 a 19 de abril), Canudos do Vale e Forquetinha (20 de abril), Barros Cassal (24 a 27 de abril), Marques de Souza e Progresso (27 de abril).

Em Progresso o roteiro segue no mês de maio, assim como em outros municípios como Boqueirão do Leão, Sério, Fontoura Xavier, Soledade, Ibirapuitã, Putinga, Ilólpolis, Anta Gorda, Arvorezinha, Itapuca, Nova Alvorada, Doutor Ricardo, Relvado, Travesseiro, Pouso Novo e São José do Herval.

No mês de junho, haverá pontos de coleta em Vila Maria, Casca, Santo Antônio do Palma, Gentil, Água Santa, Nova Prata, Protásio Alves, Fagundes Varela, Vista Alegre do Prata, Guaporé, Serafina Corrêa, União da Serra, Montauri, Camargo, Muçum, Vespasiano Corrêa, Dois Lageados, São Valentim do Sul, Ibiraiaras, Santa Cecília do Sul, Vila Lângaro, Sertão, Getúlio Vargas, São Domingos do Sul, Vanini, David Canabarro, Moliterno e Ciríaco.

Acesse o roteiro completo

SAIBA MAIS – O tabaco é, segundo pesquisas o produto comercial agrícola que menos utiliza agrotóxicos, mas provavelmente o que mais se preocupa com o descarte correto das embalagens vazias. Sejam aquelas utilizadas para o tabaco ou para outras culturas, o produtor conta há 17 anos com um sistema itinerante de devolução, com hora marcada e próximo da propriedade rural.


Produtores de tabaco da região Serra do RS já podem devolver embalagens vazias (Divulgação)

Contato com a Imprensa:

MSLGROUP Andreoli
Camila Holgado – camila.holgado@mslgroup.com – (11) 3169-9322 / (11) 96477-2701
Eliana Stülp Kroth – eliana.stulp@mslgroup.com – (51) 3713-1777 / (51) 9708-5539
Renato Fugulin – - renato.fugulin@mslgroup.com – (11) 3169-9318
www.mslgroupandreoli.com.br



Com boas perspectivas, jovens cogitam permanecer no campo

Enviar Por E-mail Enviar Por E-mail | Imprimir Imprimir

30 de março 2017 (Dia Mundial da Juventude) – A condição socioeconômica superior das famílias produtoras de tabaco é um dos fatores que estão fazendo com que mais de 70% dos jovens construam seus projetos de vida na continuidade das atividades rurais. Essa nova situação foi revelada em pesquisa encomendada pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) ao Centro de Estudos e Pesquisas em Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (CEPA/UFRGS). Realizado no segundo semestre de 2016, o estudo também apontou os diversos motivos que estão influenciando nas decisões da nova geração.

A renda auferida, 73% superior à do trabalhador brasileiro (de R$ 1.926,73 enquanto que a média nacional é de R$ 1.113,00), é apenas um dos diferenciais. Outros são o conforto doméstico e a crescente mecanização que facilita as atividades agrícolas. Além disso, o alto índice de veículos (88,6% das propriedades têm automóvel e 61,7% têm motocicletas) facilitam os deslocamentos para estudos e lazer.

A conectividade ao mundo digital também já é uma realidade nas propriedades rurais: 48% contam com acesso à internet e 94% têm telefone celular. Outros dados são de que 80% das casas dos produtores de tabaco têm três ou mais dormitórios, 96% têm lavadoras de roupas e 99% tem TV em cores, sendo que 85,5% têm antena parabólica e 18% sinal fechado. E a modernização das lidas rurais se revela no fato de que 72% dos produtores têm trator e 13%, microtrator.

“Verificamos um bom acesso a itens relacionados às condições de conforto, higiene e saúde, respaldado por um bom nível de renda. Os produtores de tabaco têm bom acesso às informações e também a condições satisfatórias para atualização e desenvolvimento da sua atividade. Eles também fazem uma boa avaliação de suas próprias condições de vida, ou seja, em geral mostram-se satisfeitos e realizados. Mas o que realmente impressiona é que as rendas familiar e per capita dos produtores de tabaco são superiores às médias nacionais e o nível socioeconômico, que constituía o foco central deste trabalho, se mostrou muito acima ao do brasileiro. Enquanto 80,4% dos produtores de tabaco enquadram-se nas classes A e B, a média geral brasileira não chega a 22%”, avalia o coordenador da pesquisa, Prof. Luiz Slongo.

Segundo o presidente do SindiTabaco, Iro Schünke, apesar do cenário positivo, é preciso que o governo fique atento a alguns problemas de infraestrutura que acabam influenciando na decisão do jovem de sair do campo. “Rodovias de acesso que permitam o escoamento da produção, serviços de saúde e de educação qualificados, acesso à energia trifásica, ou pelo menos bifásica, e à internet são alguns dos quesitos que precisam melhorar pelo que vimos no resultado da pesquisa”, alerta Schünke.

Acesse a pesquisa completa


Acesso à informação e à tecnologia está aumentando no campo (Foto: Junio Nunes)

Contato com a Imprensa:

MSLGROUP Andreoli
Camila Holgado – camila.holgado@mslgroup.com – (11) 3169-9322 / (11) 96477-2701
Eliana Stülp Kroth – eliana.stulp@mslgroup.com – (51) 3713-1777 / (51) 9708-5539
Renato Fugulin – - renato.fugulin@mslgroup.com – (11) 3169-9318
www.mslgroupandreoli.com.br



Mercado de cigarros, contrabando e ações sustentáveis marcam Reunião das Américas da ITGA

Enviar Por E-mail Enviar Por E-mail | Imprimir Imprimir

Março 2017 – Dados do Euromonitor apontam que 5,6 trilhões de cigarros são consumidos mundialmente, o que representa uma queda de 1,8% entre 2014 e 2015. A estimativa é que 20,4% dos adultos sejam fumantes e o mercado global de cigarros movimente US$ 698,5 bilhões, sendo US$ 3,08 o custo médio do pacote de cigarros. A China representa 46% do consumo mundial de cigarros e apresentou uma queda de 2% em 2015. O mercado de cigarros chinês é 10 vezes maior que o segundo colocado, a Rússia, seguido pelos EUA, Indonésia, Japão e Turquia. Estes foram algumas das informações compartilhadas durante a Reunião das Américas promovida pela Associação Internacional dos Produtores de Tabaco (International Tobacco Growers’ Association – ITGA), no auditório do Memorial da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), nesta sexta-feira, 24 de março, em Santa Cruz do Sul (RS).

Com o apoio da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) o evento reuniu representantes de produtores do Brasil, Argentina, Estados Unidos, República Dominicana e Colômbia, bem como entidades, autoridades e lideranças municipais para um ciclo de palestras sobre o setor tabaco e produtos agrícolas. A programação iniciou com a exposição do presidente da Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco) e prefeito municipal de Santa Cruz do Sul, Telmo Kirst, sobre os objetivos da entidade que reúne prefeitos da Região Sul do País. “Estamos preparando entre final de abril e início de maio uma série de encontros em Brasília que vão levar ao centro do País nossa preocupação para com o contrabando, uma das maiores preocupação do setor. Estamos convocando os quase 600 prefeitos para apoiar a nossa Associação e contaremos com a força desses municípios para mostrar que é preciso que o governo tome ações efetivas e fortes para estancarmos o problema do contrabando”, disse.

O presidente da ITGA, o americano Daniel Green, abriu as palestras falando sobre as ações da ITGA. “A ITGA trabalha para manter mercados e preços estáveis e, e em nossa última reunião anual, reconhecemos uma estratégia específica: a exemplo do Brasil, precisamos implementar ações que resultem em uma produção sustentável. Estamos buscando soluções para questões desafiadoras como combater a exploração da mão-de-obra infantil e promover a educação, assim como estudar e promover alternativas de diversificação de sucesso”, afirmou.

Sobre o mercado de cigarros, ele avalia que apesar de um pequeno declínio, o mercado ainda é muito grande. “5,6 trilhões de cigarros é muita coisa e os produtores podem ficar tranquilos porque tabaco será necessário por vários anos ainda, mas claro que vemos que esforços são necessários para adequar as demandas de acordo com as necessidades do mercado”, afirma. Atualmente, 55% dos cigarros são compostos pelo chamado Virginia blend (uso exclusivo do tabaco Virginia), 37% são american blend (mistura dos tabacos tipo Virgínia e Burley) e 8% são outros tipos. O tabaco Virginia alcançou 4 bilhões de quilos no último ano e o Burley superou os 600 milhões de quilos. Segundo Green, Malaui, grande produtor do tipo Burley, terá uma queda no mercado para 2017 em comparação com 2016. “Já nos Estados Unidos, grande produtor do Virgínia, temos a expectativa de uma produção estável”, disse.

Entre os fatores a serem considerados e que podem impactar o futuro do mercado, Green citou as regulações da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, a expansão dos produtos alternativos, o combate ao tabagismo e o aumento do mercado ilegal. “Um dado que nos preocupa é que 11% dos cigarros consumidos no mundo são ilegais. Ações são necessárias para combater o problema”, frisou Green. No Brasil, o mercado ilegal supera os 30%.

A demanda futura para os produtos agrícolas foi tema da palestra proferida por Valter Bianchinni, oficial Nacional de Programas da FAO – Unidade de Coordenação de Projetos para a Região Sul do Brasil. “Em nível mundial temos mais de 2,5 bilhões de grãos e 300 milhões de toneladas de carne no mundo. A estimativa é que em 2050 tenhamos 9,1 bilhões de habitantes, 34% mais que atualmente. Para alimentar essa população, a produção de alimentos precisará crescer 70%. No Brasil, de 1995 para cá triplicamos a oferta de carnes e duplicamos a produção de grãos. Nosso país é o segundo colocado no ranking do comércio agrícola, mas precisamos crescer e o desafio é crescer de forma organizada e sustentável, sendo a agricultura familiar fundamental nesse sentido, amparada sempre por uma gestão de qualidade. Temos como meta trabalhar a diversificação e, à semelhança do tabaco, construir cadeias integradas para escoar essa produção”, afirmou.

A importância da sustentabilidade na cadeia produtiva do tabaco foi destaque da fala do presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Iro Schünke. “Muito se investiu para que tivéssemos evolução em temas como redução no uso de agrotóxicos, uso da vestimenta de colheita, erradicação do trabalho infantil e diversificação. Em muitas destas ações contamos com a parceria da Afubra e com o trabalho dos orientadores de nossas empresas associadas, fundamentais para que a mensagem chegue ao campo”, avalia.

Segundo Schünke, essas ações têm sido reconhecidas pelos resultados alcançados. “No caso do trabalho infantil, nossas ações iniciaram em 1998. De lá para cá, segundo o IBGE de 2010, foi no tabaco o maior índice de redução de trabalho infantil (55%) em comparação com o censo do ano 2000, sendo considerado um case de sucesso pela OIT e pela CNI. No caso dos agrotóxicos, investimentos feitos pelas empresas tornaram o tabaco a cultura comercial agrícola que menos utiliza agrotóxicos segundo pesquisa da ESALQ/USP. Quando temos uma manchete negativa relacionada a trabalho infantil ou uso de agrotóxicos, não importa se é no Brasil ou em outro país, o setor todo é afetado. É preciso evoluirmos juntos nesse sentido”, ponderou, apresentando também o Instituto Crescer Legal e o Programa de Aprendizagem Profissional Rural que atualmente envolve 100 jovens aprendizes rurais, bem como a pesquisa da UFRGS que demonstrou que o produtor de tabaco tem renda superior à média brasileira, bem como uma boa qualidade de vida.

Já António Abrunhosa, diretor executivo da ITGA, falou aos presentes sobre a COP7 e perspectivas para a COP8. “A informação técnica e a experiência dos produtores de tabaco não são levadas em conta e a participação continua sendo majoritariamente de órgãos e ONGs ligadas à saúde, mesmo que as temáticas estejam indo para rumos como diversificação, quando a expertise de agropecuária é fundamental. Estávamos esperando sermos chamados, mas não só não fomos chamados como fomos proibidos de participar nas discussões”, relembra Abrunhosa. Para a COP8, a ITGA tem a expectativa que os artigos 9 e 10 da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, que versam sobre os ingredientes, continue na pauta. “O grupo de trabalho dos artigos 17 e 18 que versam sobre diversificação terminou seus trabalhos na COP7, mas precisamos continuar atentos sobre o que vem por aí e que pode impactar diretamente a vida dos produtores”, ressalta.

Abrunhosa também abordou os novos produtos do tabaco, como os cigarros eletrônicos, vaporizadores e, mais recentemente, a evolução dos “Heat not Burn” (aquecido não queimado). “Aqui não estamos falando de um mercado novo, mas da adaptação de um mercado potencial. Estou convencido de que teremos outros produtos semelhantes além daqueles que já estão disponíveis muito em breve. A vantagem para o produtor é que, ao contrário do cigarro eletrônico, com o “Heat not Burn” temos uma garantia de continuidade de produção ao longo prazo, ao contrário do que vislumbrávamos três anos atrás quando tínhamos apenas o cigarro eletrônico, que utilizaria muito menos tabaco, em cena”, finalizou.

A programação seguiu na parte da tarde com a assembleia regional e os informes de cada país, num encontro fechado apenas para as delegações dos países membros da ITGA.


Daniel Green, presidente da ITGA, falou sobre o mercado mundial de cigarros.


Iro Schünke, presidente do SindiTabaco, falou sobre as ações sustentáveis do setor.


Da esquerda para a direita: Benício Werner (Afubra), Antonio Abrunhosa (ITGA), Iro Schünke (SindiTabaco), Valter Bianchinni (FAO), Daniel Green (ITGA)

Fotos: Junio Nunes

Contato com a Imprensa:

MSLGROUP Andreoli
Camila Holgado – camila.holgado@mslgroup.com – (11) 3169-9322 / (11) 96477-2701
Eliana Stülp Kroth – eliana.stulp@mslgroup.com – (51) 3713-1777 / (51) 9708-5539
Renato Fugulin – - renato.fugulin@mslgroup.com – (11) 3169-9318
www.mslgroupandreoli.com.br



Preço e classificação do tabaco são temas de audiência pública durante Expoagro Afubra

Enviar Por E-mail Enviar Por E-mail | Imprimir Imprimir

Março 2017 – Segundo produto na pauta de exportações gaúchas e sexta cultura agrícola no País, o preço e a classificação do tabaco foram temas de audiência pública promovida pela Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa do RS durante a 17ª Expogro Afubra. O evento realizado nesta quinta-feira, 23 de março, no Parque de Exposições, em Rincão Del Rey, Rio Pardo (RS), contou com a participação de entidades representativas dos produtores, representantes das indústrias, parlamentares, produtores rurais e imprensa.

Todos os assuntos relacionados à comercialização (custo de produção, negociação de preço e classificação) são tratados diretamente e individualmente entre empresas e representação dos produtores. Mesmo sem fazer parte da negociação, o presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Iro Schünke, participou da audiência pública.

“Em respeito aos produtores e seus representantes, bem como aos parlamentares que se envolvem com as principais demandas do setor, decidi participar do encontro de hoje. Estou há mais de 40 anos atuando no segmento e tenho visto safras melhores e piores, mas sempre com uma constante: o Sistema Integrado de Produção de Tabaco. Em 2018 a integração entre produtores e empresas completará seu centenário e uma parceria que se sustenta há tanto tempo é porque funciona. Cerca de 90% da produção brasileira é destinada à exportação, tendo ocorrido uma diminuição do consumo interno legal principalmente em função do contrabando. Claro que há questões que são inerentes ao momento da safra e isso é natural e acontece com todas as culturas. Ano passado, por exemplo, o produtor teve uma produtividade menor, mas teve uma compensação no preço auferido. Quanto mais próxima for a relação entre os elos da cadeia produtiva, melhor as coisas vão funcionar”, afirmou.

Contato com a Imprensa:

MSLGROUP Andreoli
Camila Holgado – camila.holgado@mslgroup.com – (11) 3169-9322 / (11) 96477-2701
Eliana Stülp Kroth – eliana.stulp@mslgroup.com – (51) 3713-1777 / (51) 9708-5539
Renato Fugulin – - renato.fugulin@mslgroup.com – (11) 3169-9318
www.mslgroupandreoli.com.br



Solo protegido, sinônimo de água limpa

Enviar Por E-mail Enviar Por E-mail | Imprimir Imprimir

Programa Microbacias Hidrográficas incentiva as boas práticas agrícolas que minimizam os impactos ambientais e interferem diretamente na qualidade da água.

22 de março 2017 (Dia Mundial da Água) – Todos nós precisamos de água: seja para matar a sede, cozinhar, para a higiene ou lazer, a água é fundamental em nossas vidas. A Agência Nacional de Águas (ANA) estima que no Brasil 61% da água é aplicada na agropecuária. O restante é dividido entre as áreas urbana (22%) e industrial (17%). O produtor rural depende da água para praticamente tudo que faz: irrigar plantações, dar de beber aos animais e na fabricação de outros produtos. E assim como a indústria e a população urbana, o produtor rural também tem em mãos uma grande responsabilidade: proteger a água e sua qualidade.

A agricultura não apenas influencia a manutenção da disponibilidade dos recursos hídricos, como também impacta diretamente na qualidade da água. Agrotóxicos e fertilizantes quando utilizados de forma incorreta podem contaminar os solos e os lençóis freáticos, além de rios e lagos. Desmatamentos, erosão e assoreamento também alteram o meio ambiente e não ficam limitados ao local de origem. Eles se encadeiam ao atingir toda a bacia hidrográfica, afetando inclusive populações distantes por meio da diminuição da vazão dos córregos e rios e da degradação das águas. Está, portanto, nas mãos dos produtores, uma grande responsabilidade: utilizar os recursos hídricos de forma consciente, mas também utilizar práticas agrícolas que evitam a contaminação da água.

Com o objetivo de sensibilizar produtores sobre o tema e difundir as melhores práticas agrícolas, o Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) mantém, desde 2001, o Programa Microbacias Hidrográficas. A ação, realizada em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a Emater e a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), tem o objetivo de proteger as nascentes e preservar as matas ciliares por meio do correto uso e manejo do solo e dos mananciais hídricos.

A primeira microbacia a fazer parte do programa foi a do Arroio Lajeado Ferreira (afluente do Rio Guaporé), na localidade de Cândido Brum, em Arvorezinha (RS), onde existem ações permanentes junto aos produtores rurais visando manter práticas conservacionistas e monitoramento dos resultados. Desde 2005 há coleta constante de informações sobre fluxos de água, sedimentos geoquímicos e atividade biológica do solo. O banco de dados criado é objeto de um estudo que agregou a participação de países estrangeiros. Pesquisadores da Alemanha, Bélgica, Brasil e Espanha atuam juntos na pesquisa global chamada “Avaliação do impacto humano nas mudanças do solo e suas consequências no funcionamento do solo”, que têm o objetivo de verificar o impacto das atividades agrícolas sobre o solo e os recursos hídricos.

Segundo o pesquisador e professor da UFSM e coordenador do programa Microbacias, Jean Minella, está comprovado que as boas práticas de manejo e conservação do solo apresentam eficiência na manutenção da qualidade da água e o principal avanço percebido com o monitoramento foi a melhoria nas condições hídricas, principalmente das fontes de abastecimento das famílias. Alguns indicadores revelam claramente o efeito positivo das práticas de conservação de solo na qualidade da água. Durante os anos de coleta de dados diversos avanços foram percebidos pela equipe de estudiosos. “Houve redução da quantidade de fósforo, nitrogênio e coliformes nas águas dos rios e das fontes, redução das vazões máximas e redução da produção de sedimentos (erosão)”, explica Minella.

Para o presidente do SindiTabaco, Iro Schünke, o compromisso do setor é promover a sustentabilidade, reduzindo ao mínimo possível os impactos no meio ambiente. “É importante que o produtor se conscientize que o manejo adequado do solo pode proporcionar melhorias não somente ao meio ambiente e à sociedade como um todo, mas a si mesmo, uma vez que também contribui para uma água mais limpa e um solo mais saudável, bem como maximiza o uso de fertilizantes, aumentando a produtividade agrícola e, consequentemente, sua receita”, ressalta.

Entre as práticas de conservação do solo mais difundidas está o plantio direto e o cultivo mínimo. O plantio direto na palha é o sistema de cultivo mais eficiente na proteção do solo. Consiste em evitar o revolvimento do solo, preservando integramente a palhada dos cultivos de cobertura sobre a sua superfície. Além do aspecto conservacionista, esta tecnologia propicia redução no uso de combustíveis fósseis, redução na mão de obra e aumento da rentabilidade do produtor através da redução de custos. No cultivo mínimo, o produtor mobiliza o mínimo possível o solo, protegendo parcialmente a sua superfície com resíduos da cultura anterior ou a biomassa resultante dos cultivos de cobertura, com o objetivo de diminuir os riscos de erosão.

Nos últimos anos tem crescido o número de adeptos às práticas e alguns produtores que continuam utilizando o sistema convencional de preparo do solo adotam outras práticas conservacionistas como terraceamento, cultivos de cobertura e plantio em nível, que funcionam como mecanismo de proteção em relação ao escoamento das águas das chuvas, reduzindo a sua velocidade e seu potencial erosivo.

Outra forma de proteger o solo é através da preservação da mata ciliar, localizada no entorno de nascentes e nas margens dos cursos d’água. Além disso, como o tabaco é uma cultura sazonal, permitindo um cultivo sucessivo, as empresas incentivam o plantio de outras culturas, como o milho e o feijão após o tabaco. Esta prática possibilita a redução das populações de pragas e doenças, o reaproveitamento dos resíduos de fertilizantes, constituindo-se em fonte complementar de alimentação e renda das propriedades.

SAIBA MAIS – O Dia Mundial da Água, comemorado em 22 de março, foi criada em 1992 pela Organização das Nações Unidas (ONU) diante da importância da água para vida e da necessidade urgente de manter esse recurso disponível. No mesmo ano, também foi divulgada a Declaração Universal dos Direitos da Água, um documento sobre as sugestões, medidas e informações necessárias para a solução dos problemas do uso da água, considerando-a um bem perecível. Neste ano, o tema escolhido pela UNU para celebrar a data é “Água e Empregos: Investir em Água é Investir em Empregos (Water and Jobs – Investing in water is investing in jobs)”.

Evolução dos sistemas de cultivo nas regiões produtoras de tabaco

Contato com a Imprensa:

MSLGROUP Andreoli
Camila Holgado – camila.holgado@mslgroup.com – (11) 3169-9322 / (11) 96477-2701
Eliana Stülp Kroth – eliana.stulp@mslgroup.com – (51) 3713-1777 / (51) 9708-5539
www.mslgroupandreoli.com.br


1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 ... 59 60   Próximo »